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Ensino Superior

Degradação da sede da AAC preocupa Secções e Organismos Autónomos

Inês Leite

Secções e Organismos Autónomos pressionam reitoria para a requalificação do edifício da AAC. Centenário da Tomada da Bastilha dá nova vida ao espírito reivindicativo dos estudantes. Por Inês Leite

Na passada tarde de quinta-feira, o presidente da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (AAC), Pedro Andrade, o presidente da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), Tomás Cunha e Miguel Santos, vogal do Conselho Cultural da AAC (CC/AAC) reuniram-se em conferência de imprensa. Com o objetivo de explicar o comunicado lançado no dia anterior pelo Conselho Cultural, expuseram algumas preocupações em relação às condições “degradadas” do edifício-sede da Académica.

O documento descreve as condições atuais do edifício e surge na sequência das celebrações dos cem anos da Tomada da Bastilha. Na opinião de Pedro Andrade, o discurso proclamado por Daniel Azenha na cerimónia dedicada ao centenário foi “lamentável”, por não fazer qualquer menção ao estado da sede da AAC. 

Entre as várias queixas apresentadas, os problemas elétricos e as infiltrações constituem a maior preocupação. Com recurso a fotografias, os três dirigentes apresentaram o estado das instalações e alertaram para o perigo de incêndio e para a urgência de uma intervenção. “Não é uma questão de conforto, é uma questão de segurança e dignidade”, defende Tomás Cunha. 

A falta de acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida, bem como a ausência de um sistema contra incêndio são outros problemas do edifício que preocupam os seccionistas. “Não há nenhum elevador e as duas rampas existentes estão bloqueadas”, explica Tomás Cunha. As casas de banho, mesmo após uma intervenção no quarto piso, permanecem “fechadas ou partidas”. 

O conjunto de órgãos da casa denuncia ainda a falta de espaço para o funcionamento adequado das suas funções. Várias secções perderam salas, como por exemplo a Secção de Fado, a Secção Experimental de Yoga e a Secção de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica. Pedro Andrade lamenta a incapacidade de resposta no âmbito de encontrar novos espaços de atividade. “A reitoria tem imensos espaços que podiam levar obras e albergar mais secções”, explicita.

Além da reitoria, também a DG/AAC presidida por Daniel Azenha foi alvo de críticas. As condições do edifício-sede foram “tema recorrente” quer em conversas informais, quer em assembleias de secções culturais. No entanto, a falta de resposta da antiga Direção-Geral e a falta de transparência em relação aos diálogos com a reitoria foram “a última gota”, confessa Miguel Santos. O vogal do CC/AAC justifica a razão do comunicado e a intervenção dos órgãos: “só falar internamente não ia ter resultado nenhum”. 

No mesmo dia da tomada de posse da nova DG/AAC, que teve lugar no Pavilhão Engº Jorge Anjinho, é deixado o apelo ao diálogo aberto, claro e frontal de modo a criar soluções para a requalificação da sede da associação. Os três associados seccionistas pedem ainda espaço para uma participação mais ativa por parte dos órgãos no planeamento de forma a que a Académica consiga ter “espaços dignos e suficientes” para todas as Secções e Organismos.

Amílcar Falcão, reitor da Universidade de Coimbra, teceu algumas considerações sobre o assunto durante a cerimónia de tomada de posse da nova Direção-Geral. As implicações em relação ao planeamento e logística foram apontadas como obstáculos à requalificação do edifício, no entanto, garante que durante o mandato de João Assunção haverá “desenvolvimentos importantes” neste sentido. 

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