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Ensino Superior

AAC quer jovens representados no Conselho de Estado

Medida visa maior inclusão dos jovens na política nacional. Projeto vai ser apresentado aos candidatos a Belém. Por Jorge Correia e Jéssica Terceiro

Apresentada esta quarta-feira pela Assembleia Magna, a proposta feita pela Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) tem como objetivo aumentar a representatividade dos jovens na política. O documento procura alertar o próximo Chefe de Estado para a necessidade sentida pelas gerações mais novas em terem os seus problemas discutidos e em emanciparem-se politicamente. A iniciativa pretende que seja nomeado um cidadão como Conselheiro de Estado com menos de 30 anos “reconhecido pelo seu mérito político, académico e social”, alega João Assunção, presidente da DG/AAC.

Com as presidenciais a ocorrerem em janeiro, João Assunção achou que esta era a altura indicada para anunciar a medida, de forma a levá-la aos diversos candidatos. A AAC ambiciona ter um conjunto de compromissos que os diferentes candidatos à Presidência da República saibam com antecedência. O presidente da DG/AAC acredita que “dar a entender a valorização da juventude no sistema democrático é fundamental para a sua preservação”. Deseja ainda que o próximo Presidente da República possa dialogar com a AAC e assumir esses compromissos de forma assertiva nos anos seguintes.

Na opinião de João Assunção, o mesmo admite que o país “só teria a ganhar” com a perspetiva de um cidadão mais jovem. Completa ainda que o representante teria a capacidade necessária para se envolver neste órgão e discutir os temas mais próximos da juventude nacional. O presidente da DG/AAC salienta que “este jovem não representa exclusivamente os estudantes, mas sim toda a comunidade juvenil do país”.

No decorrer da Assembleia Magna, a DG/AAC expressou a vontade de não convidar o candidato André Ventura para qualquer intervenção ou ato público da AAC.  Atribui esta escolha ao facto de o candidato “não ter a mesma base ideológica e não partilhar os valores democráticos pelos quais a academia batalhou e defendeu, desde os seus 133 anos de história”, realça o presidente da DG/AAC.

Com o intuito de adaptar a política às novas gerações, João Assunção tem esperança que com esta ação se consiga “preservar o sistema democrático assente na liberdade e igualdade de todos os cidadãos”, o que constitui uma prioridade para a AAC.

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