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Cultura

XVII Mês do Fado: “Haverá na mesma Canção de Coimbra”

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Geração de 20 destacada pela influência na SF/AAC. Vice-presidente sublinha a importância da cultura em tempos atípicos. Por Leonor Garrido e Maria Salvador

Em novembro, a cidade dos estudantes recebe a 17ª edição do Mês do Fado, organizado pela Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC). A iniciativa, que após uma paragem de sete anos voltou a realizar-se em 2018, tem como tema os “100 anos da primeira Geração de Oiro”.

Da vertente musical da iniciativa os espectadores podem esperar duas noites de serenata, dias 10 e 26, e uma noite de guitarradas, a 13. Vai ainda decorrer um concerto de homenagem à Geração de Oiro, no Teatro Académico de Gil Vicente, marcado para dia 18. O evento, inserido no Ciclo de Música Orphika promovido pela Reitoria da Universidade de Coimbra, vai ter um carácter solidário com os fundos a reverter para a Secção de Boccia da AAC.

O canto de Coimbra vai ser tema de um colóquio que vai permitir ao público conhecer a evolução do estilo desde a década de vinte, passando pela geração de Luís Góis e Zé Afonso, até aos dias de hoje. Moderado por Pedro Lopes, viola de fado de Coimbra, vai apresentar quatro oradores. Filipa Lã, investigadora do Centro de Estudos Sociais da UC, João Barros, professor de Técnica Vocal nas escolas da SF/AAC e cantor lírico, José Beato, ex-membro do grupo Quarto Crescente da Tuna Académica da UC e António Nunes, estudioso da Canção de Coimbra, são os convidados a falar sobre o tema.

Para dar também a conhecer a época marcada por Edmundo de Bettencourt, Paradela de Oliveira e Artur Paredes vai decorrer, no dia 25, a “Tertúlia da Geração de Oiro”. Com a presença de oradores especializados, o evento tem o objetivo de mostrar “as influências que tiveram, as que viriam a dar aos seus sucessores e a vida na altura”, refere o vice-presidente da SF/AAC, Guilherme Ala Costa.

Por norma realizada em março, a iniciativa foi, este ano, adiada para novembro devido à pandemia.  De forma a cumprir todas as regras de saúde, as atividades vão ser realizadas com lotação limitada, a maioria em espaços ao ar livre e com transmissão online. “A cultura não pode parar por completo, temos de nos adaptar”, reitera o vice-presidente da Secção de Fado da AAC.

Guilherme Ala Costa acredita que, em tempos atípicos, a SF/AAC tem de mostrar à cidade e à academia que o seu papel para a cultura continua a ser forte e de muita importância. Acrescenta que este “é um mês do fado mais pequeno, mas não é por isso que passa a ter menos simbolismo”. “Haverá na mesma Canção de Coimbra”, conclui.

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