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Ciência & Tecnologia

Programa de intervenção psicológica diminui o sofrimento de mulheres com cancro da mama

Fotografia cedida por Cristina Pinto

Tratamento pretende melhora significativa da saúde mental das mulheres com cancro na mama. Métodos não envolvem administração de medicamentos. Por Julia Cavalheiro e Andreia Júlio

O programa chamado “Mind”, realizado por Inês Trindade, investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) tem como intuito trazer melhorias na saúde mental das pacientes com cancro de mama, por meio de intervenções psicológicas. De acordo com Inês Trindade,  a iniciativa almeja “melhorias à saúde tanto psicológica como física utilizando técnicas de ‘mindfulness’ e aceitação”, podendo servir como um complemento ao tratamento médico de cancro de mama.

Num estudo-piloto constituído por 32 mulheres, distribuídas por dois grupos (de entre 6 a 12 pessoas), um experimental e outro de doentes que não realizaram a intervenção, foram realizadas sessões onde foram praticados exercícios e atividades meditativas baseados  na autocompaixão e no ‘Acceptance Compromise Therapy’.

Com este projeto foi possível assinalar uma “melhoria significativa da saúde psicológica das mulheres com cancro na mama em comparação ao grupo de controlo”, de acordo com a investigadora principal. Segundo Inês Trindade, esta melhora pôde ser analisada por meio de um autoquestionário passado aos pacientes antes e depois do programa.

De acordo com a investigadora Inês Trindade, o surgimento do Programa “Mind” , e a escolha de fazer um projeto focado em um contexto oncológico, foi baseada na “prevalência de pessoas com cancro de mama, na sua maioria mulheres, em Portugal e no Mundo”. Sem envolver qualquer tipo de risco, visto que não se trata de uma intervenção invasiva ou por meio de medicamentos, o objetivo do programa, segundo a investigadora do CINEICC, é “ajudar a desenvolver e melhorar a saúde mental dos seus pacientes”.

As dificuldade mais expressivas na construção do projeto, segundo a investigadora,   foram as limitações em relação ao número de participantes, que apenas podiam ser 32 mulheres no total.

Neste momento, existe o objetivo de otimizar o programa “Mind”, em parceria com Helena Moreira, também do CINEICC. Inês Trindade fala de se realizar um novo estudo designado “Mind programme for cancer patients”, onde há a possibilidade de tornar o “projeto mais robusto, mais controlado e com um número maior de participantes”.

Com Maria Monteiro e Bruno Oliveira.

Legenda da fotografia: Helena Moreira (esquerda) e Inês Trindade (direita).

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