Desporto

Pandemia e resultados desfavoráveis são os desafios da II Divisão para a equipa de Andebol da AAC

Fotografia cedida pela SA/AAC

“Campeonatos intermitentes e ameaças de paragens constantes” estão a “dificultar a estabilização da equipa”, segundo o presidente da Secção de Andebol da AAC. Apesar das quatro derrotas consecutivas, o treinador e o presidente acreditam na manutenção na II Divisão. Por Beatriz Monteiro Mota

A mais recente subida ao Campeonato Nacional da II Divisão Masculina pela Secção de Andebol da Associação Académica de Coimbra (SA/AAC) suscitou “um grande entusiasmo”, como afirma o presidente da secção, João Paulo Dias. No entanto, esta ascensão coincide com uma “fase muito turbulenta”, em que a equipa se depara com vários confrontos desafiantes. Além disso, a pandemia apresenta-se ainda como um obstáculo à realização de treinos coletivos.

Segundo João Paulo Dias, nos primeiros tempos na nova fase, a equipa foi de imediato confrontada com jogos difíceis contra os principais adversários candidatos à I Divisão. Sublinha ainda que “tem corrido tudo bem em termos desportivos e motivacionais, mas não tão bem em termos de resultados”. Por outro lado, no mês que se aproxima, a Académica vai debater-se contra “equipas mais equilibradas”, com quem vai disputar “a manutenção da II Divisão”, informa o presidente.

A dificuldade presente nos jogos é também realçada pelo treinador da equipa, Paulo Barreto, que reconhece “um pequeno abanão” que levou a Académica a perder nas quatro primeiras provas. O treinador apresenta “as limitações de alguns atletas, impedidos de dar o seu contributo a cem porcento devido a questões de estudo ou trabalho” como um obstáculo acrescido. Contudo, as quatro derrotas não representam uma desmotivação, ao contrário  do impedimento de jogar, que “desanima a equipa”, segundo o treinador. “Não jogamos desde a quarta jornada”, lamenta.

Além da exigência dos últimos jogos, a turma estudantil é ainda confrontada com o estado de emergência e o surgimento de um teste positivo para a covid-19 dentro da equipa, que a impede de realizar treinos coletivos. João Paulo Dias reconhece que esta fase inicial “com campeonatos intermitentes e ameaças de paragens constantes está a dificultar a estabilização da equipa”.

Com novos jogos previstos no calendário, Paulo Barreto alerta para as dificuldades que a AAC vai enfrentar. “Sabemos que a maioria dos clubes tem valores acentuados em termos de atletas”, esclarece o treinador. Acrescenta ainda que a equipa não está equilibrada, visto que “podia ter mais dois ou três atletas com um valor superior”. Consciente dos obstáculos, Paulo Barreto não deixa de elogiar a equipa. “Assim que possam, os jogadores têm vontade de trabalhar no sentido de chegar mais longe, acredito neles e sinto essa vontade de superação”, revela.

As adversidades encaradas não impedem o presidente e o treinador de pensar num futuro próspero. Paulo Barreto revela certeza quanto “ao cumprimento dos objetivos da equipa” e João Paulo Dias acredita que, “após o primeiro trimestre de 2021, a modalidade vai voltar a atrair jovens atletas e consolidar o processo de formação”. Confessa ainda que tem como desafio “fortalecer a equipa e mantê-la na II Divisão”. Esta meta, aos olhos do presidente, pode ser um estímulo para superar a crise pandémica e voltar “à trajetória ascendente” que a Académica já atravessou.

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