Desporto

Nasce primeira equipa de futebol feminino da AAC

Gentilmente cedida por SF/AAC

Equipa tem nos seus quadros jogadoras com pouca experiência no futebol federado. Presidente aposta na formação das atletas. Por Francisco Barata e Cátia Beato.

A Secção de Futebol da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC) criou a primeira equipa de futebol feminino federado de que há registo. Este projeto pioneiro já disputou dois jogos oficiais esta temporada, e procura assumir-se no Campeonato Nacional da III Divisão Feminino.  

O presidente da SF/AAC, Ricardo Patrocínio, explica que quando a direção tomou posse, os objetivos eram “aumentar o número de atletas na formação e equipa sénior”. Porém, devido à situação financeira em que se encontravam, os planos ficaram em suspenso. “Com o passar do tempo, fomos contactando as atletas e quando conseguimos construir um plantel, decidimos avançar”, esclarece, pois considera a situação financeira atual mais positiva.

Como esta é a primeira equipa de futebol feminino da AAC, Ricardo Patrocínio pretende formar cada vez mais atletas e que estas “se envolvam com o projeto e adquiram o gosto pelo futebol de competição”. Para o presidente, o essencial é “fazê-las evoluir e colocar a formação acima dos resultados”.

O presidente espera que a equipa consiga voltar de forma tranquila à competição, depois das dificuldades vividas neste período pandémico. “Adiaram-se muitos jogos e foi difícil manter a equipa nos níveis de competitividade”, refere, mas espera que seja temporário.

O treinador da equipa feminina, Paulo Margaça, relata que o recrutamento começou tarde. “Algumas das jogadoras que eu conhecia já tinham clube e, por isso, não as pude contactar”, revela. Foi através do conhecimento que as atletas tinham da existência da equipa, e por contactos dos diretores, que se formou o plantel que agora conta com cerca de 30 atletas.

A equipa constituída na sua maioria por estudantes tem os seus treinos no Estádio Universitário e joga no Campo de Santa Cruz. O treinador refere que “há atletas que têm de pedir trocas no trabalho para irem aos jogos” além de algumas só poderem num dia do fim de semana. “Temos trabalhado bem, embora não ajude muito”, indica o técnico, que apesar de existirem jogadoras que não têm experiência futebolística o balanço dos treinos é positivo.

Paulo Margaça agradece o apoio da direção ao apostar na equipa feminina, que “nos tem dado tudo o que é preciso”.  Em relação aos dois primeiros jogos da temporada, o treinador clarifica que na primeira partida ainda estavam a angariar atletas. “Para nós, foi um jogo-treino”, explica. No jogo com a Associação Desportiva da Estação, a equipa apresentou “qualidade acrescida”, conta, e as atletas que já lá estavam “tiveram uma boa evolução”. O técnico opina ainda que “a ganhar alguma equipa, seríamos nós”.

Quando questionado sobre os objetivos para a temporada, Paulo Margaça quer ser ambicioso. Apesar de reconhecer a responsabilidade que tem em representar a Académica, relembra que a equipa “começou do zero” e que isso leva o clube a ter contenção ao olhar para o resto da temporada. “As atletas têm de deixar tudo em campo”, conclui.

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