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Cultura

Coimbra abre portas ao Festival Caminhos do Cinema Português

Fotografia cedida pelo Centro de Estudos Cinematográficos (CEC)

Edição procura mostrar uma ampla variedade de produções cinematográficas portuguesas para todos os gostos. Assessora reconhece cidade como palco ideal para este acontecimento. Por Andreia Júlio e Inês Rua.

O XXVI Festival Caminhos do Cinema Português decorre entre os dias 9 de novembro e 5 de dezembro, em Coimbra, no estúdio 2 do Cinema Avenida e no Teatro Académico de Gil Vicente. Esta edição, composta por três secções competitivas – Seleção de Ensaios, Seleção Outros Olhares e Seleção Caminhos – e mostras paralelas, conta com 223 filmes, exposições e conversas online. O festival promete cumprir as normas da Direção-Geral de Saúde, tendo adotado medidas  como o aumento do número de dias da programação, o tempo de intervalo das sessões e a limitação da capacidade das salas.

Numa época em que a cultura tem sido afetada pelas consequências da Covid-19, a assessora de imprensa do festival, Maria Francisca Romão, refere que esta iniciativa pretende mostrar o cinema como um setor dinâmico e de muita qualidade. “A prova disso mesmo é a quantidade de produções feitas por ano e também o reconhecimento que elas têm nos festivais lá fora”, revela. Assim, a assessora considera Coimbra como o palco ideal para este acontecimento tanto pelo privilégio que tem com o público universitário como pela importância em desenvolver a cultura de cinema nos jovens.

Em relação aos jurados que compõem esta edição, o organizador do festival, Tiago Santos, indica que “o método de construção das equipas dos jurados procura sempre ser formulado com base num equilíbrio entre as várias vertentes atinentes na produção de cinema”. Para além disso,  “olha-se para aquilo que possa ser um equilíbrio dos géneros cinematográficos”, acrescenta. Desta forma, o festival dividiu os jurados em cinco categorias.

O Júri da Seleção Caminhos conta com a participação das produtoras Tathiani Sacilotto e Pandora da Cunha Telles, dos realizadores João Nuno Pinto e Joana Toste e do jornalista Tiago Salazar. O organizador explica que procuraram “unir aquilo que seria uma visão dentro da crítica, como os métodos de produção e a formulação da imagem, tanto da animação como da real”.

Teresa Vieira, Manuel Halpern e a editora da Cision Portugal, Patrícia Troca compõem o Júri de Imprensa. Tiago Santos salienta a necessidade em mostrar, através de críticos com um parecer relevante do cinema português, uma perspetiva “mais próxima da comunicação e longe da crítica cinéfila”. Por seu lado, o Júri Ensaios é constituído pelo realizador David Bonneville, Raquel Schefer, crítica e investigadora e pela docente na Universidade do Porto, Tânia Leão.

A Seleção Outros Olhares, segundo o organizador, procura perspetivar a formulação do cinema visto de outras disciplinas e conta como jurados o ilustrador André Caetano e o músico Emanuel Botelho. Além disso, o docente de Design e Multimédia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Nuno Coelho, que tem feito aproximações no plano curricular da licenciatura e do mestrado para que estes tenham bases do cinema, também faz parte deste júri.

Foi ainda dado a conhecer o Júri Internacional, composto por pessoas de diferentes nacionalidades. Duas delas são engenheiras, o que denota que “o cineclubismo também é uma junção de pessoas que são entusiastas e apaixonadas pela Sétima Arte e que não têm de ser profissionais”, como explica Tiago Santos. “O júri é a moeda de valorização”, afirma o organizador pois “quanto mais exigente for um júri, mais reconhecíveis podem ser os prémios”.

No momento da avaliação, são tidos em conta os parâmetros estipulados no regulamento elaborado pela estrutura. Conforme o que o organizador alega, as regras quanto à admissão, à seleção, às categorias técnicas em competição e aos prémios oficiais visam ser claras a todos os participantes e jurados, e procuram dar total independência e livre-arbítrio ao júri. Tiago Santos esclarece que “ao se atribuir um prémio de melhor realização, as características que vão estar a ser julgadas são a realização no seu todo e a sua harmonia”.

Na Seleção Ensaios, destacam-se os filmes “MNEMOSYNE”, de João Duque, “9/10”, de Ricardo Vieira Lisboa e “Destiny Deluxe”, de Diogo Baldaia. Os destaques deste ano para a Seleção Outros Olhares são “Pas de Quoi”, de Paulo Filipe Monteiro, “Meine Liebe”, de Clara Jost e “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança. Já na Seleção Caminhos foca-se o filme “Nheengatu”, de José Barahona.

A Cerimónia de Abertura e Exibição de Filmes das Três Seleções Competitivas realiza-se no dia 21 de novembro às 21h45 e conta com a mostra de “Elo”, de Alexandra Ramires e “Cordeiro de Deus”, de David Pinheiro Vicente. A programação competitiva encerra, no dia 28 de novembro, com o filme “Listen”, de Ana Rocha, e com a Cerimónia de Encerramento e Entrega de Prémios, acompanhada da banda conimbricense ‘The Twist Connection’.

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