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Ensino Superior

Lista D para o CF/AAC aponta problemas nas eleições para o órgão

Nino Cirenza


Proibição de campanha física e “ameaça ao processo eleitoral” foram críticas colocadas. Para o representante da lista, a abstenção “denota o afastamento da AAC” dos estudantes. Por Nino Cirenza e Xavier Soares

No dia 23 de outubro, a Lista D – Democracia e Transparência publicou na sua página de ‘Facebook’ um comunicado sobre as eleições do Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra (CF/AAC). Na nota consta que o ato eleitoral foi marcado por “obstáculos ao exercício das liberdades democráticas”.

Apesar de ter obtido apenas 62 votos, a Lista D – Democracia e Transparência conseguiu eleger um representante para o CF/AAC, Ricardo Lourenço. O aluno de Estudos Europeus explica que “o objetivo do grupo (Lista D) é não deixar o CF/AAC fechado sobre si próprio”.  

Ainda que a meta tenha sido alcançada, Ricardo Lourenço levanta questões a respeito das eleições para o CF/AAC, realizadas no dia 19 de outubro. “A abstenção só denota mais uma vez o afastamento que existe entre os órgãos da AAC e os estudantes”, afirma. O representante critica a proibição das campanhas presenciais e o facto de se “deixar tudo para as redes sociais” uma vez que dessa forma os estudantes não conseguiram “perceber as ideias de cada lista”.  

Questionado a respeito da abstenção (somente 997 dos 19857 associados votaram), Ricardo Lourenço afirma que isso deve-se ao distanciamento entre os “órgãos da AAC e os estudantes”. Para o representante da Lista D, a AAC faz pouco para que os estudantes “se sintam protegidos” e “a abstenção vem daí”, destaca. Sobre a diferença de quase 900 votos entre a Lista A e a Lista D, Ricardo Lourenço revela que considera a margem “normal” dado que “as listas de continuidade imperam na AAC”. 

Outro problema apontado por Ricardo Lourenço foi em relação aos cartazes da Lista D afixados no Polo II da Universidade de Coimbra (UC) após o final do período de campanha, o que o então presidente do CF/AAC, Francisco Costa, considerou uma ilegalidade. “Ameaçaram deitar o processo eleitoral abaixo só por uma questão, que não costuma ser questão nas eleições nacionais”, expõe Ricardo Lourenço. O representante da Lista D  afirma também que o CF/AAC o acusou pessoalmente de ter colado os cartazes no dia da eleição, o que declara ser “mentira”. 

Em resposta, Francisco Costa, ex-presidente do CF/AAC, alega que “nunca ninguém tinha visto os cartazes antes das eleições” e que a Lista D violou “a única regra que existia sobre a afixação de cartazes”.

Quanto ao papel que vai representar no CF/AAC, Ricardo Lourenço explica que tem como intenção “levantar assuntos como a contabilidade”, sobretudo em relação aos Relatórios de Contas de Queimas das Fitas passadas e “aos Relatórios Anuais de Contas”. Desta forma, o representante da Lista D comemora a eleição de “pelo menos um elemento (da Lista D) no CF/AAC, para que os estudantes consigam saber o que é que se passa lá”, conclui.  

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