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Cultura

Emanuel Nogueira: “Acredito que vai ser uma serenata que vai ficar para a história”

Magalí Zaslabsky

Serenata Simbólica no Paço das Escolas marca  a noite de 7 para 8 de maio. Presidente da Secção de Fado da AAC destaca a importância de continuar a praticar as regras de segurança. Por Maria Monteiro

Como foi adaptar a Serenata Monumental a estes moldes?

A pandemia da covid-19 veio alterar os planos para toda a gente, nós vimos que, um pouco por todo o lado, o que se tentou fazer recriar movimentos em novos moldes para que as atividades se pudessem manter. Por isso, o nosso objetivo foi organizar isto para que, mesmo não podendo se realizar, conseguíssemos marcar a data do evento mais importante da Queima das Fitas. Muita gente acabou por ficar triste com esta situação, há muita malta que vai embora de Coimbra em breve por isso achámos que seria uma ótima ideia assinalarmos esta data com uma Serenata Simbólica, já que a Serenata Monumental foi adiada para outubro.

De que maneira procederam aos ensaios para esta noite? 

Efetivamente não é nada fácil ensaiar nestas condições. Maior parte do trabalho feito foi treinado individualmente, e por causa disto não vamos conseguir fazer uma serenata tradicional como faríamos. Agora, isto exigiu algum trabalho em casa e esforços redobrados para que nos poucos momentos que pudéssemos ensaiar em conjunto, tudo estivesse alinhado entre todos. Mas, ainda que estejamos em condições mais difíceis, acho que o repertório foi muito bem escolhido e conseguiu-se mostrar alguns temas que conseguem em mostrar a grandiosidade de Coimbra e também temas que se enquadram neste contexto de pandemia em que vivemos. Foi uma tentativa de no meio da situação que vivemos mostrar uma mensagem de esperança.

De que forma vão respeitar o distanciamento social já que vão haver algumas pessoas juntas no mesmo espaço?

Obviamente que os instrumentistas estarão perto uns dos outros mas será com mais de um metro de distância, por isso não haverá problemas. Outra coisa que pensámos foi atribuir um microfone a cada cantor, portanto apesar de ser necessário haver alguma proximidade, as distância e medidas de segurança serão cumpridas. Até porque, com isto da serenata, nós queremos dar o exemplo a todas as pessoas que estão em casa e mostrar que é preciso continuar as respeitar as normas que têm sido praticadas até agora.

O que significa para vocês fazer a Serenata Simbólica acontecer?

Este é o momento mais célebre da Queima das Fitas, eu diria até que é o momento mais importante do ano da academia de Coimbra. Aliás, a academia de Coimbra é conhecida especialmente pela Serenata Monumental da Queima das Fitas. Tenho pena que, ao contrário do que acontecia no passado, este acontecimento não seja transmitido nos canais abertos. Eu acho que é cada vez mais importante nós mobilizarmos aquilo que é a nossa identidade e o nosso património enquanto academia. É um momento em que se juntam muitas pessoas e muitos estudantes, e, mesmo em condições como estas, vai acabar por ser um momento de união e solidariedade para muita gente, estudantes ou não estudantes. Acaba por ultrapassar o que são os limites da academia.

Qual a expectativa da Secção de Fado da AAC para a Serenata?

Nós estamos com altas expectativas, porque a equipa de produção que tem trabalhado connosco tem sido muito profissional e eu acredito que vai ser uma serenata que vai ficar para a história. Incentivo toda a gente a ver esta serenata, vai ser um momento muito bonito e, nesta situação em que estamos, tem um significado especial. É uma altura para aprendermos a valorizar mais o que são as tradições da nossa academia e de Coimbra.

Atualizado às 23h29.

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