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Desporto

Presidente da SDN/AAC: “Desassoreamento do rio foi fundamental”

Cedida por SDN/AAC

Equipas masculina e feminina bem classificadas nos ‘rankings’ nacionais. SDN/AAC, em conjunto com o movimento Não Lixes, já retirou mais de mil carrinhos do rio Mondego. Por Pedro Teixeira Silva

A Secção de Desportos Náuticos da Associação Académica de Coimbra (SDN/AAC), em atividade desde 1982, tem uma forte ligação ao rio Mondego, pois depende dele para todas as atividades. A gestão, preservação e o combate à poluição são as principais preocupações da secção.  

O presidente da SDN/AAC, Rui Gaspar, mostra-se satisfeito com o estado atual do rio e destaca a intervenção da Câmara Municipal de Coimbra, realizada há cerca de dois anos. “O rio chegou a ter 20 centímetros de profundidade em alguns locais, o desassoreamento foi fundamental”, sublinha. No entender de Rui Gaspar, “as intervenções poderiam ser mais extensivas”, mas são mais do que suficientes. Para além da secção, também a Federação Portuguesa de Remo “faz estágios regulares em Coimbra, devido às ótimas condições que o rio oferece”, conta o dirigente. 

As festas académicas representam sempre um problema, já que a quantidade de resíduos despejados no rio é elevada. Rui Gaspar afirma que a secção, em conjunto com o movimento Não Lixes, já retirou mais de mil carrinhos de compras do rio. A SDN/AAC não tem um plano de ação efetivo no combate à poluição do rio, no entanto, faz o possível para preservar o bom estado do mesmo.

O atleta e engenheiro civil, Ricardo Paula está na secção desde 1995. Com participações em diversas competições nacionais e internacionais, destaca a importância da SDN/AAC na sua formação enquanto pessoa e desportista. “Quando comecei a remar bebia água do rio”, afirma o atleta. Ricardo Paula partilha a opinião do presidente: o desassoreamento foi crucial. O atleta revela que os dois maiores obstáculos são a gestão do caudal do rio e as algas. Caso o rio tenha um caudal baixo as algas ficam à tona da água, o que impossibilita a prática de desportos náuticos.

A SDN/AAC conta com mais de uma centena de atletas. Na última época desportiva a equipa masculina ficou em terceiro lugar no ‘ranking’ geral e a equipa feminina na quarta posição. A aposta na formação é um dos pilares da secção, para que seja possível competir ao mais alto nível, dentro e fora de portas. As questões climáticas também  influenciam a atividade da SDN/AAC, já que o frio e chuva impedem muitas vezes que os treinos se realizem no rio.

Segundo Rui Gaspar, a secção dispõe de algum material desportivo e com uma boa gestão é possível satisfazer as necessidades de todos os atletas. Uma embarcação individual pode custar dez mil euros, o que torna muito dispendiosa a aquisição de novo equipamento. A poluição também representa uma ameaça a nível financeiro, uma vez que os resíduos e os combustíveis fósseis podem causar danos nas embarcações e nos remos.

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