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Ensino Superior

DG/AAC focada em suspensão de pagamento das propinas em época de quarentena

José Miguel Couceiro

DG/AAC faz apelo em comunicado para que alunos fiquem isentos de pagamento de propinas nos meses em que as faculdades estiverem encerradas. Apela ainda à igualdade de acesso ao ensino ‘online’ para todos os alunos. Por Francisca Soeiro

A Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) enviou ontem por ‘e-mail’ um pedido de suspensão das propinas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O requerimento engloba ainda um reforço das bolsas de ensino superior a alunos com maiores dificuldades financeiras. Este auxílio pretende ir ao encontro de dificuldades que alguns alunos estejam a ter no acesso a aulas ‘online’ ou que não tenham um acesso fácil aos meios de comunicação a ser utilizados.

O presidente da DG/AAC, Daniel Azenha defende que é importante que quem representa os estudantes tenha uma palavra a dizer sobre o valor das propinas. “O pagamento da propina é uma taxa que é cobrada aos estudantes para poderem ter acesso às universidades. Neste momento as universidades têm alguns serviços limitados e foi nesse sentido que abordámos este tema”, conta o presidente da DG/AAC. O mesmo reforça as dificuldades que vão passar os agregados familiares por causa da pandemia: “Queremos salvaguardar as famílias porque sabemos o impacto da propina a nível financeiro”.

Em relação ao reforço das bolsas, Daniel Azenha explica que deve existir, uma vez que “há estudantes que não têm acesso ao conteúdo digital”. Como o próprio confirma, a Universidade de Coimbra (UC) tentou desde início identificar casos de estudantes que pudessem não ter acesso ao conteúdo digital. “Queremos ver reforçadas as bolsas de ação social para estudantes carenciados que não consigam ter acesso aos materiais”, conclui o presidente da DG/AAC.

De acordo com Daniel Azenha, os núcleos de estudantes estão a esforçar-se por acompanhar as dificuldades que possam surgir. Deste modo, as mesmas podem ser reportadas pela DG/AAC à reitoria. Quando questionado sobre o que está a ser feito pela UC em relação aos estudantes, diz o seguinte: “Julgo que estão a ser enviados aos estudantes que não têm possibilidade de acesso à internet tablets com internet pagos pela UC.  Deste modo podem ter acesso ao conteúdo digital e ter acesso à educação e ao ensino”.

Apesar da difícil conjuntura económica que Portugal atravessa neste momento, o presidente da DG/AAC defende que faz sentido que exista um aumento das bolsas. “Faz todo o sentido retirar as propinas nesta fase e reforçar a ação social até porque é um direito. Cabe ao governo decidir e pensar qual é o impacto para os jovens se tiverem a aprendizagem hipotecada”, alega.

Em relação aos alunos que já pagaram as propinas do ano letivo inteiro e se poderão ser reembolsados, Daniel Azenha conta que essa é “uma questão operacional”. Não tem uma resposta a dar sobre isto, dado que não existe ainda uma resposta do governo.

O presidente da DG/AAC acredita que o governo será “sensível a todas estas questões”. “Cabe ao governo ter alguma prioridade e perceber de que forma é que pode minimizar os danos colaterais desta pandemia”, relata. Ainda assim lamenta que nem todas as decisões possam passar pela UC, mas sim pelo governo. 

Por fim, Daniel Azenha apela a que todos os estudantes sejam responsáveis e que tenham todos os cuidados pedidos pelas entidades superiores de saúde. “O que mais queremos é voltar ao dia a dia e voltar às aulas. Só o conseguiremos fazer se formos responsáveis, não só por nós e pelas nossas famílias, mas pela comunidade”, conclui.

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