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Ciência & Tecnologia

Contra o coronavírus, informar é o melhor remédio

luísa tibana

‘Startup’ de Coimbra desenvolve aplicação interativa para informar sobre COVID-19. Desmistificar e prevenir são os principais objetivos da iniciativa. Por Tomás Barros e Luísa Tibana

Perante a propagação global da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19), a empresa portuguesa Mindflow desenvolveu um jogo educativo. As informações presentes na aplicação “Mindflow Academy” provêm da Direção Geral da Saúde e da Organização Mundial de Saúde. De acordo com a chefe executiva da ‘startup’, Lina Gomes, o objetivo do jogo é “acalmar os ânimos das pessoas sem lhes tirar a consciência e a responsabilidade essenciais para a prevenção”. 

A chefe executiva considera necessário reduzir o alarmismo excessivo ligado à comunicação social e explica que daí surgiu a ideia por detrás do jogo. Lina Gomes destaca que, “por se tratar de um vírus de contaminação muito rápida, é essencial a tomada de cuidados”. No entanto, explica que há uma dicotomia no debate relativo à COVID-19. “Por um lado, há pessoas demasiado alarmadas, mas, por outro, quando se começa a desmistificar há uma certa tendência para a desvalorização”, elucida.

Segundo Lina Gomes, a conexão entre utilizadores funciona como um estímulo para aprendizagem. Para o efeito, a aplicação possui diferentes modalidades que, ao mesmo tempo que promovem a competição, servem para educar todos os jogadores, completa. O jogo é dotado de várias questões acerca da COVID-19, desde os seus meios de propagação, aos métodos de prevenção.

A ‘startup’ surgiu como auxílio a outras empresas para dinamizar ações de formação. A princípio, revela Lina Gomes, “começaram por transformar a metodologia de sala de aula numa metodologia de jogo”. Nas primeiras sessões desenhavam jogos de tabuleiro, com o avançar do tempo, surgiu a necessidade de idealizar uma ferramenta “rápida, eficiente e divertida”, refere.  Assim surgiu a vertente tecnológica da empresa, que fundiu todos os modelos prévios, adaptados para o mundo das aplicações. Os mesmos ideais foram transportados, agora, para servir como uma plataforma de informação acerca do novo coronavírus.

A chefe executiva garante que há uma grande abertura à comunidade. “Como os conteúdos podem ser atualizados ‘online’, estão abertos a notas, perguntas e novas informações que os usuários considerem importantes abordar nesta formação”, esclarece. Desde a sua criação até os dias de hoje, a aplicação atingiu 20 países. Todavia, a parte relativa à COVID-19 ainda não está disponível noutros idiomas além do português.

A empresa conta com diversas parcerias. O Instituto Pedro Nunes é uma das principais e fornece auxílio ao nível do desenvolvimento tecnológico. Já a Universidade de Leeds, no Reino Unido, colabora ao nível da investigação.

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