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Ensino Superior

Coimbra pelos olhos da UC

Fotografia cedida por Wagner Merije

FLUC recebe mostra de fotografias de espaços que podem ser vistos pelas janelas da faculdade. Símbolos da cidade estudantil são reconhecidos na exposição. Por Francisca Soeiro

2020 é ano em que Universidade de Coimbra (UC) marca 730 anos de história. Para celebrar a data, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) acolhe uma mostra fotográfica a preto e branco com janelas simbólicas do espaço universitário e o que está para lá delas.  A exposição, intitulada “O que as janelas da UC mostram”, pode ser vista no átrio do Teatro Paulo Quintela, no piso 3 da FLUC e é organizada pela editora Aquarela Brasileira.

Wagner Merije está a fazer um doutoramento em Literatura da Língua Portuguesa na FLUC e é o autor e fotógrafo desta exposição. Conta que, sendo “Ousadia(s)” o tema desta Semana Cultural, “a ideia foi refletir sobre o olhar ou sobre a mecanização do olhar”. O fotógrafo relembra que a UC está a fazer 730 anos e, “por mais anos que alguém lá passe, não consegue conhecer a universidade por inteiro nem todos os seus detalhes e pormenores”. As imagens são uma proposta de olhar os detalhes e ver mais além. 

O autor da exposição é colaborador associado da Aquarela Brasileira, um atelier de criação multimédia que desenvolve projetos na área da cultura, educação e desporto. O atelier pretende dar “uma perspetiva de construção de uma sociedade melhor e mais inclusiva”, conta. No caso da exposição, Wagner Merije relata que “o interesse é um diálogo com o espaço e com a comunidade”. Assim, propôs mostrar que além dos estudantes dedicados às suas pesquisas, existem outros saberes. “As pessoas é que tornam os lugares interessantes”, reflete. 

A FLUC tem vista para vários espaços emblemáticos da cidade e isso é notado nesta exposição. A cúpula da Sé Velha está representada, e pode ser vista de algumas janelas da FLUC. Desta cúpula vê-se também o rio Mondego que se encontra junto ao Parque Verde de Coimbra. As janelas laterais da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) estão também representadas uma vez que as duas faculdades se encontram ao lado uma da outra. Numa das várias vitrinas de vidro com fotografias, há uma vitrina em que se destaca um excerto de um prefácio escrito por Eça de Queirós, para a obra “Azulejos”. Esta obra contempla vários poemas do Conde de Arnoso.

As janelas da torre da Cabra estão visadas na exposição, uma vez que este é um dos símbolos mais emblemáticos de Coimbra como cidade universitária. Sendo o estudo destaque, numa das fotos vê-se um grupo de estudantes numa aula porque as janelas veem não só para fora, mas também para dentro. Noutras fotos, vislumbram-se estátuas ligadas ao percurso histórico não só da UC, mas de Coimbra como cidade. Todos estas fotografias pretendem convidar, segundo Wagner Merije a que as pessoas olhem para fora.


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