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Desporto

Andebol da Académica luta pelo apuramento para a II Divisão

Fotografia cedida por SA/AAC

Segundo presidente da secção, equipa está mais preparada do que há três anos. Objetivo é tornar a modalidade numa referência em Coimbra. Por Francisco Barata

Terminou no sábado a Primeira Fase do Campeonato Nacional da III Divisão de Seniores Masculinos para a Secção de Andebol da Associação Académica de Coimbra (SA/AAC). Com uma vitória por 40-20 sobre a equipa do AC Crato, a equipa dos estudantes consolidou o segundo lugar da sua zona. Para além disso alcançou também, no dia 22 de fevereiro, a qualificação para a Segunda Fase, onde vai disputar o apuramento para o Campeonato Nacional da II Divisão.

A Segunda Fase vai ser dividida por duas zonas, na qual os três primeiros de cada série se apuram para o segundo escalão do andebol nacional. A Académica tem como “claro objetivo” a subida à II Divisão, reitera o presidente da SA/AAC, João Paulo Dias.  “Temos de jogar com o máximo empenho e dedicação, não pode haver descuidos da equipa”, diz o dirigente. Salienta ainda que é necessário “melhorar a prestação fora de casa”, pois “esses jogos fazem a diferença no final do campeonato”.

A Académica já marcou presença na II Divisão na temporada 2017/2018, mas não conseguiu manter-se no segundo escalão do andebol nacional. João Paulo Dias conta que a média de idades dessa equipa era mais baixa que a média do grupo atual, pelo que vê os atletas de agora mais “experientes e competitivos”. Sublinha ainda, a vantagem de neste momento, existir uma “estrutura mais alargada na direção seccional, que permite outro tipo de estabilidade aos atletas da AAC”.

O treinador da equipa sénior masculina da Académica, Paulo Barreto, relata que o primeiro lugar “era possível”, mas tal não aconteceu devido a “alguns jogos menos conseguidos”. Explica ainda que se deve ter em conta “a valia dos adversários” e que “vai ser tudo muito equilibrado”.

Paulo Barreto assegura que os jogadores “têm uma grande envolvência não só com a equipa, mas também na procura de alcançar os objetivos”. Confessa que, no entanto, um dos ‘handicaps’ da Académica é o facto de os atletas terem de conciliar os estudos e o trabalho com o andebol. Apesar disso, o treinador “vê o grupo focado no objetivo de subir à II Divisão e contente com aquilo que faz”.

O técnico classifica ainda como “especial e demonstrador de apoio por parte das instituições da cidade” a presença do presidente da Direção-Geral da AAC, de alguns representantes dos Núcleos de Estudantes e do Vereador para o Desporto da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Cidade. Já João Paulo Dias, salienta a necessidade de existir um “compromisso por parte das entidades para afirmar o andebol em Coimbra”.

Luís Santos, capitão da equipa sénior masculina, afirma que, a partir de agora, “cada partida é uma final e ao mínimo deslize a equipa pode perder um jogo”. Sublinha também o facto da Segunda Fase ser uma competição “muito disputada”. O atleta relata ainda que os colegas são como “uma família” e, representar a Académica para além de ser um “orgulho, é também um compromisso com toda a equipa”.

Na perspetiva de uma possível promoção à II Divisão, João Paulo Dias explica que esse feito significaria “mais custos para a secção com deslocações e inscrições”. Contudo, espera que outras empresas “possam olhar para a Académica de forma diferente” com a subida de divisão, o que também pode ajudar a tornar os escalões de formação “mais sustentáveis”. Desta forma, “podia-se assegurar o futuro do andebol em Coimbra, com o intuito de alimentar a equipa sénior com a prata da casa”.

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