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Ensino Superior

Combate à abstenção é luta comum dos candidatos para o CF/AAC

Tomás Barros

Discussão fruto da parceria entre Jornal A Cabra e RUC reúne Dora Santo e Ricardo Lourenço para debater futuro do CF/AAC. Candidatos da Lista A e Lista D discutem problemas do passado e a nova cara que querem dar a este órgão. Por Tomás Barros

Numa emissão especial organizada pela Rádio Universidade de Coimbra (RUC), Luís Almeida, editor executivo do Jornal Universitário de Coimbra, A Cabra, acompanhado por Inês Morais da RUC, moderaram este debate focado nas eleições marcadas para o dia 27 deste mês. O debate, que teve início pouco depois das 21 horas, viu dois candidatos focados em restabelecer a transparência para o órgão que visa fiscalizar a Associação Académica de Coimbra (AAC).

Ricardo Lourenço, quando questionado sobre o que pode a sua lista trazer à AAC, refere que o foco passa por “aumentar a discussão interna e externa”. Para além de ser, segundo o candidato pela Lista D, importante analisar “não só o que é feito, mas também o há por fazer”. Já Dora Santo rege-se pelos ideais de proximidade, estabilidade e credibilidade, os vetores condutores da sua candidatura. Segundo a candidata, “é fulcral para o Conselho Fiscal da AAC (CF/AAC) estar mais presente e disponível”, tal como “ter uma voz mais forte junto dos associados”.

A candidata pela Lista A, quanto à maneira como colocar em prática todas estas ideias, transmite que é necessário um órgão presente nas assembleias e próximo das secções e núcleos. O diálogo e a transparência são outros pontos que, na visão de Dora Santo, podem fazer a diferença. Segundo Ricardo Lourenço, “dar a cara e marcar presença” é o que falta para dar a conhecer aos estudantes o que é o CF/AAC e assim consciencializar sobre tudo o que acontece na AAC.

Ambos os candidatos, quando interpelados acerca da questão das falhas referentes à edição da Queima das Fitas (QF) de 2017, concordaram que era importante trazer aos estudantes toda a verdade. Dora Santo constata que esta situação permanece envolta num “mistério”, visto que “não existe nada de muito fixo”. O candidato pela Lista D sublinha que se trata de um assunto que “já se arrasta há três anos” e que constitui “uma falha muito grave”.

Ainda em relação à QF de 2017, os estudantes foram interrogados sobre se achavam, ou não, se houve uma falha de comunicação entre o CF/AAC e a Comissão Disciplinar da AAC (CD/AAC). Ricardo Lourenço defende que a CD/AAC “deve estar em constante contacto com o CF/AAC”. Também a mestranda em Gestão pela UC acrescenta que “estes órgãos devem funcionar de braço dado”.

Os candidatos comentaram a aprovação das contas pelo atual CF/AAC. As opiniões divergiram com a candidata a indicar que “teria feito o mesmo” naquela posição, uma vez que embora o relatório não tenha sido aprovado a tempo, acabou por sê-lo, “ao contrário do de 2017”. No entanto Ricardo Lourenço refuta, afirmando que “o que aconteceu foi anti estatutário”. 

A certa altura do debate, foi proposto aos candidatos que fizessem um balanço do CF/AAC ainda a exercer funções. Para Dora Santo, as lacunas passaram, na sua maioria, pela “falta de harmonia e proximidade às estruturas”. Já Ricardo Lourenço salienta que “faltou alguma transparência”, mas que no geral o balanço é positivo.

Ambos convergem no que diz respeito à necessidade de apelar ao voto, visto que, segundo os mesmos, cada vez mais se tem feito notar a falta de mobilização por parte dos estudantes. Nas palavras do candidato pela Lista D é importante “explicar aos estudantes o que é o CF/AAC e para que serve”, sentimento partilhado por Dora Santo. Terminaram apelando ao voto, de forma a combater a crescente abstenção e consciencializar as pessoas sobre a importância do CF/AAC na casa dos estudantes.

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