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Cultura

Riqueza cultural chinesa acolhida sob o teto da UC

Luísa Tibana

Língua e cultura chinesas são foco de palestra realizada pelo ICUC. Diretora executiva do instituto vê semelhanças entre chineses e portugueses. Por Simão Moura e Luísa Tibana

Num esforço para dar a conhecer a cultura e a língua chinesas, o Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra (ICUC) esteve presente esta terça-feira na Faculdade de Letras da UC. Em conversa com o jornal A Cabra, a diretora executiva do ICUC, Cristina Zhou, comentou acerca dos problemas que a China enfrenta neste momento e da importância do diálogo intercultural.

Guo Liang Yan, docente do ICUC, debruçou-se, em especial, sobre aspetos básicos da língua chinesa. Explicou que o idioma lecionado na UC é o mandarim, língua padronizada baseada no dialeto da capital. A docente demonstrou na sua apresentação que os caracteres da língua se assemelham ao que representam e que, uma vez agrupados, transmitem conceitos mais complexos. Acrescenta ainda que no ensino da língua no estrangeiro é utilizado o sistema Pinyin, romanização dos caracteres chineses.

No que toca à cultura, Guo Liang Yan apresenta a gastronomia e as artes da caligrafia e do corte de papel num vídeo sobre o ano novo chinês. O ICUC organiza ainda várias atividades cujo objetivo é dar a conhecer os demais aspetos da cultura.

Quando questionada sobre as diferenças entre a vida na China e em Portugal, Cristina Zhou comenta que é difícil comparar os dois países, devido às suas diferentes dimensões. Apesar de tudo, destaca que os povos têm semelhanças. “Os chineses, como os portugueses, dão muito valor à família, convivem muito com os familiares e amigos e são pessoas que gostam de paz”, argumenta.

Em relação aos estudantes chineses, a diretora mencionou que a UC “é uma referência para o ensino de português para estrangeiros” e que proporciona uma oportunidade para experienciar culturas diferentes. Afirma também que, por ocupar um lugar importante no ensino do direito português no mundo lusófono, a UC atrai muitos estudantes de Macau.

Cristina Zhou acredita que “a China está a lidar bem com as situações” que tem enfrentado nos últimos tempos e que é importante que haja um esforço para manter o diálogo. “Devemos estar todos unidos para um futuro melhor para a China e para o mundo”, salienta.

Compreende que a situação do novo coronavírus seja preocupante. A diretora, lamenta, no entanto, o papel que a imprensa tem desempenhado em disseminar o alarmismo que “além de não combater o problema, resulta alguma discriminação para com o povo asiático como um todo”. Por isso defende que é preciso organizar mais eventos deste género e que “a melhor forma de combater a ignorância é estudar”.

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