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Desporto

Briosa mete a quinta sem Piedade

Estudantes continuam subida na tabela, igualando série vitoriosa da época passada. Cova da Piedade mantém-se nos últimos lugares, com João Alves a assumir agora o leme. Texto por Beatriz Monteiro Mota e fotografias por João Pimentel

Depois de uma vitória com o Porto B em Gaia, a Académica regressou ao relvado este domingo, desta vez em casa e com o Cova da Piedade como adversário. Oito meses depois, as duas equipas voltaram a encontrar-se, mas, desta vez, com um resultado diferente. O onze recebeu três mudanças no quarteto defensivo, sendo de salientar a descida de Ricardo Dias para o eixo central. Assim, com Mika na baliza, a defesa contou com Mike, Dias, Arghus e Francisco Moura. O meio campo teve Traquina na esquerda e Barnes na direita, que funcionavam como extremos quando a Académica se encontrava em processo atacante, e Leandro Silva e Marcos Paulo no centro, com o segundo a fazer a posição de médio mais defensivo. Derik e João Mendes eram os homens mais avançados, com o jogador emprestado pelo Tondela a funcionar como elo de ligação entre setores.

O pontapé de saída coube à Académica, mas foi a equipa de Almada quem se mostrou mais ofensiva nos primeiros minutos do encontro. Apesar da equipa adversária controlar a bola a maior parte do tempo, os estudantes tiveram o seu primeiro ataque aos 13 minutos, com Derik a rematar em arco para defesa apertada do guardião contrário. com o pontapé pouco certeiro de Derik. Marcos Paulo e Leandro Silva eram, por essa altura, os elementos mais pressionantes do lado da Briosa, tentando equilibrar a contenda.

Com o tempo a contar, o Cova da Piedade continuou a partida, mas não faltaram oportunidades à Académica para tentar marcar. Derik foi um dos pilares de insistência estudantil, embora nem sempre com a melhor clarividência na definição das jogadas, quer em receções mal orientadas quer em passes à queima-roupa.

Com o sol a pôr-se e a primeira parte a caminhar para o seu final, a Briosa parecia começar a posicionar-se de forma mais ofensiva, subindo as suas unidades no terreno e começando a disputar a bola ainda no meio-campo adversário. Depois de várias tentativas a Académica marcou o primeiro golo a dois minutos do intervalo, por Traquina. Mike desmarca João Mendes na grande área, com este a cruzar para o número 20, que, à boca da baliza, não enjeitou a oportunidade.

Os primeiros minutos da segunda parte desenrolaram-se sem muita história, com ataques e contra-ataques por parte das duas equipas. A Académica manteve a sua postura ofensiva e, aos 61 minutos, Ricardo Dias colocou o placard em 2-0, na sequência de um canto marcado por Francisco Moura e de um primeiro desvio de Mike. Os 3672 espectadores vibraram de euforia, estavam em chamas – literalmente – e acenderam uma tocha nas bancadas.

O destino não se mostrou sorridente a Derik, que saiu lesionado e em lágrimas do campo aos 67’, substituído por Donald Djoussé. A saída emocionante do estudante foi aplaudida pelo público. O Cova da Piedade respondeu com duas alterações, mas, apesar da vantagem de dois golos, a Académica continuou a fazer pressão na equipa adversária.

O último quarto de hora foi bastante mexido. Aos 82 minutos, Mauro Cerqueira entrou para o lugar de Barnes Osei. Um minuto depois, Djoussé, após uma corrida de meio-campo de Traquina, rematou certeiro para o 3-0, já dentro da grande área, batendo Tony Batista sem apelo nem agravo. Momentos mais tarde, João Mendes deu lugar a Chaby, encerrando as substituições do lado dos estudantes. Nos três minutos de descontos não houve grande ação, ficando para a história, já depois do apito final, a quinta vitória consecutiva da Académica, que impulsionou o clube de perto do fim da tabela até a um confortável sétimo lugar.

Na conferência de imprensa, o treinador do Cova da Piedade, Luís Tralhão, confessou que a distância para a linha de água é “um fosso considerável”. No entanto, acredita que esta situação se vai reverter e deu o exemplo da Académica, que “há cinco jornadas estava numa situação complicada e, agora, conseguiu subir na tabela de classificação”. O treinador salientou ainda a tranquilidade dos seus jogadores em campo, face ao poderio que o opositor vinha demonstrando nas últimas jornadas, uma atitude que considera importante. “Acredito que o Cova da Piedade tem tudo para ficar na II Liga”, conclui.

O treinador da Académica, João Carlos Pereira, evidenciou a capacidade dos jogadores transformarem dificuldades em forças. “Mais do que marcar três golos, deixa-me satisfeito que não sofremos nenhum”, declarou. Referiu ainda que, apesar de muitos adversários irem ao mercado buscar jogadores, considera mais importante valorizar os que se tem. “Mais do que ir buscar individualidades fora, é vermos o que temos cá dentro”, expressou. Ao lado de João Carlos Pereira sentou-se Ricardo Dias, o médio que desta vez jogou como central. “As vitórias dão-nos mais confiança e permitem-nos crescer com mais facilidade”, afirmou. Manifestou ainda a sua opinião em relação ao próximo jogo: “O Estoril tem uma boa equipa, vai ser um jogo difícil. Temos que o encarar com muita cautela, mas sempre com o objetivo de vencer”.

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