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Desporto

Não há duas sem três para os estudantes

Académica termina ano mais longe dos últimos. João Carlos Pereira elogia boa prestação da equipa e importância da terceira vitória consecutiva. Texto e fotografias por João António Gama e Francisca Soeiro

Num final de tarde com sol, mas com o frio a aparecer, a Briosa sacudiu os resquícios das depressões Elsa e Fabien, transformando uma semana com a casa às costas numa exibição cheia de golos, perante 2140 espectadores. Os estudantes finalizaram, assim, 2019 com uma vitória frente à Oliveirense, por 4-3. O treinador da Académica, João Carlos Pereira, optou por fazer poucas alterações ao onze inicial que levou à Covilhã no passado dia 15, chamando Sérgio Conceição, Francisco Moura e Marcos Paulo, os dois primeiros em estreia absoluta. Já o treinador da Oliveirense, Pedro Miguel, optou por trocar apenas Bouldini, que jogara contra o Académico de Viseu, por Malele.

O marcador foi inaugurado aos nove minutos. Zé Castro, pressionado, passa a bola a Mika, que alivia rasteiro para a entrada da grande área. O ataque da Oliveirense interceta o esférico, que é colocado de novo na grande área, em Sérgio Ribeiro, que acaba derrubado por Silvério Júnio. Da marca dos 11 metros, Fabinho não desperdiçou, deixando Mika pregado ao relvado, fazendo o 0-1.

A resposta dos estudantes não tardou, através de um cabeceamento de Traquina, na insistência a uma jogada que começou na esquerda do ataque estudantil. Estavam decorridos 12′ e o empate acabou por repor um pouco de justiça ao jogo e ao marcador, dado que ambas as equipas se equilibravam. Logo de seguida, na sequência de um canto estudado, os visitantes quase se colocaram de novo em vantagem, mas Malele, com a baliza escancarada, não conseguiu fazer o segundo para a Oliveirense.

Mesmo nem sempre bem jogado, o jogo ia tendo oportunidades de golo, mantendo os adeptos atentos ao que se passava dentro das quatro linhas. Coube à Académica alterar de novo o marcador, colocando-se pela primeira vez na frente. Na sequência de um canto na esquerda, o guarda-redes da Oliveirense, Júlio Coelho, sai em falso, com Ricardo Dias a cabecear em arco para junto do poste direito e Silvério Júnio a aproveitar a assistência e a cabecear, também, para o fundo das redes. Estava feito o 2-1 e a redenção da grande penalidade cometida.

Aos 37 minutos dá-se o que poderia ter sido o final da história da partida, ou da reação da Oliveirense, que se viu reduzida a dez, após expulsão do central Michael Douglas por entrada sobre Ricardo Dias. Contudo, tal não se viria a verificar como um momento decisivo na partida, tal como o viria a demonstrar todo o filme da segunda parte.

A Académica entrou um pouco mais solta na segunda parte e acabou por aumentar o pecúlio no marcador aos 53 minutos. Sérgio Conceição centrou para Derik Lacerda, que conseguiu cabecear à baliza e fazer o 3-1 para a Briosa. No entanto, a Oliveirense não se deixou ficar, com Malele a aproveitar uma falha defensiva dos conimbricenses para marcar o segundo golo da equipa de Oliveira de Azeméis, volvidos apenas três minutos, dando o melhor seguimento a um lançamento longo de Leandro. O lateral continuaria, aliás, a aterrorizar a defensiva estudantil com este tipo de lançamentos, transformados em autênticos cantos.

Nem dez minutos tinham passado e o estreante Francisco Moura fazia o quarto golo da equipa da casa, coroando assim uma exibição que se destacou ao longo de todo o jogo. O quinto golo dos estudantes quase que veio de presente da Oliveirense, com Sérgio Silva quase a fazer autogolo aos 68 minutos.

Aos 70 minutos surge o golo do encontro. Agdon pega na bola na esquerda, flete para o centro e, ainda fora da grande área, remata em arco para o fundo da baliza estudantil, com Mika a estirar-se, mas sem nada conseguir fazer. Estava feito o resultado final da partida, 4-3.

Na conferência de imprensa, Pedro Miguel lamentou a expulsão de Michael Douglas a terminar a primeira parte, mas salientou que, apesar da falta de um jogador, a sua equipa “fez tudo para chegar à igualdade”. Questionado sobre a alteração do painel em janeiro, confessa que a falta de investimento pode ser o único entrave à entrada de novos jogadores para a equipa.

João Carlos Pereira parabenizou a equipa pelo bom resultado, lembrando que o importante é continuar a ganhar pontos. Acompanhado de Francisco Moura, reforçou que este é um jogador empenhado e que vai continuar a fazer parte das opções da equipa.

Com o objetivo de terminar o ano com uma vitória cumprido, a Académica soma 18 pontos, afastando-se dos lugares de despromoção. O próximo encontro para a II Liga é contra o Porto B, 14º classificado, a 5 de janeiro em Gaia.

Com Paulo Sérgio Santos

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