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Cidade

Conselho de Veteranos da UC luta pelo património académico

Cátia beato

Criação de novo estatuto pelo MCV visa combater fecho d’O Moelas. Pintos e Mijacão podem ser outros candidatos à recente distinção. Por Cátia Beato e Antónia Fortunato

O Magno Conselho de Veteranos (MCV) decidiu, esta terça-feira, atribuir o estatuto de “Tasca com Interesse Académico” ao estabelecimento O Moelas. Segundo o dux veteranorum da Universidade de Coimbra (UC), Matias Correia, este novo decreto pretende fomentar o reconhecimento do valor da tasca pelos estudantes e pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC). Espera-se, deste modo, “combater a gentrificação da Alta e da Baixa da cidade” e proteger sítios com valor académico e turístico, elucida.

Pedro Pessoa, atual responsável d’O Moelas, conta a história do espaço. O bar, situado junto à Sé Velha, coabita com a classe universitária desde 1974, ano em que foi adquirido pelo pai. Antes, era propriedade da Real República Baco. Em 2012, a Lei do Arrendamento Urbano definiu que contratos anteriores a 1990 teriam de passar a ter caducidade. Por isto, a gerência encontra-se neste momento em diálogo com a senhoria do espaço.

“Não faltam espaços em Coimbra, mas O Moelas funciona na Rua dos Coutinhos 14”, comenta Pedro Pessoa. “Bares há muitos, mas, noutro local, já não é O Moelas, é só mais um”. Exemplifica que não conhece outro espaço com uma canção própria: “temos hino de encerramento desde 1998”. Matias Correia explica que é por este valor histórico que o Conselho de Veteranos da UC decidiu distinguir o estabelecimento como “Tasca com Interesse Académico”.

Cartaz em homenagem à criação do hino em 1998


Apesar do título “não ter vinculação direta com a CMC, o objetivo é estimular a implementação de medidas”, explicita o dux veteranorum. O decreto, que no Código da Praxe será designado como “Refúgios do Baco de Coimbra”, ainda não foi atribuído a mais nenhuma tasca. No entanto, Matias Correia pretende que ocorram processos de candidatura mensais por parte dos estabelecimentos. Clarifica que as candidaturas vão ter de ser aprovadas em MCV.

Os critérios específicos para a atribuição do estatuto não foram definidos, esclarece Matias Correia. “As tascas são heterogéneas, os critérios que se aplicam ao Moelas não são válidos para outras tabernas”, continua. Dá como exemplo a antiguidade dos bares: ao definir uma idade mínima para os espaços, excluem-se outras tascas que também merecem a distinção, apesar de existirem há menos tempo. Assim, o único parâmetro para a atribuição do estatuto é ser aprovado em MCV, conclui.

Pedro Pessoa diz sentir-se “orgulhoso” com este destaque. “Coimbra vive dos estudantes. Ser acarinhado pela Academia facilita o caminho”, reflete. De acordo com o dux veteranorum, Pintos, outra taberna na Alta de Coimbra, Mijacão e Zé Manel dos Ossos, na Baixa da cidade, estão também a ser consideradas para o estatuto. Nas palavras de Pedro Pessoa, “a essência do estudante e do convívio baseia-se em pequenos espaços como este”.

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