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Ensino Superior

AAC avança em direção à inclusão de estudantes com deficiência

Joana Carvalho

Pró-Secção de Boccia tem como objetivo combater sedentarismo e promover atividade física adaptada. Amílcar Falcão e Daniel Azenha lamentam falta de estruturas para ajudar pessoas com deficiência. Por Joana Carvalho e Mafalda Pereira

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência foi marcado pela tomada de posse dos órgãos sociais da Pró-Secção de Boccia da Associação Académica de Coimbra (AAC), que teve lugar no Estado Universitário de Coimbra. A tomada de posse inseriu-se no programa UC For All, que promove a integração e igualdade do estudante com deficiência na Academia.

O reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, declarou que esta iniciativa é “importante para a UC porque confere uma visão de igualdade, inclusão e cidadania”. O reitor acrescentou também que a diferença deve ser “encarada como uma solução e não como um problema”.

O presidente da pró-secção e estudante com mobilidade reduzida, Bernardo Lopes, revela aceitar este cargo “com imenso orgulho num dia tão especial como este [Dia Internacional da Pessoa com Deficiência]”. O estudante esclarece que esta secção tem um “sentido de obrigação para que as pessoas se sintam melhores”. O presidente considera que o que pode ser feito em prol das pessoas com deficiência é “passar a tratá-las como pessoas normais”.

“Graças à nova secção é mais fácil chegar a todos os estudantes e incluir outro espectro na nossa academia”, reforça o presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), Daniel Azenha. Refere ainda que existe uma responsabilidade pela inclusão dos estudantes “seja qual for a sua condição física, social e económica”. Uma das preocupações apontadas é a falta de acessibilidade nas instalações da AAC. “O nosso edifício não está preparado para receber estudantes com mobilidade reduzida”, reconhece.

A tomada de posse dos órgãos sociais da pró-secção é apontada por Amílcar Falcão como um momento feliz. “A discriminação tem uma tolerância zero na UC”, sublinha. À semelhança de Daniel Azenha, o reitor lamenta a falta de estruturas adaptadas para ajudar pessoas com mobilidade reduzida. Salienta ainda a importância da existência de rampas e elevadores para facilitar o acesso aos vários edifícios, de modo especial o da AAC.

Durante a cerimónia, Bernardo Lopes mencionou que “a AAC começou hoje a escrever uma bonita história nos seus 132 anos de existência”. Segundo o estudante, a Pró-Secção de Boccia visa “combater o sedentarismo, bem como proporcionar desporto adaptado”. Refere também que uma das suas principais bandeiras é a competição a nível nacional. Bernardo diz estar ciente das dificuldades, mas que tem noção do rumo que pretende tomar.

Fotografia por Luís Almeida e Joana Carvalho

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