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Ciência & Tecnologia

Simpósio internacional em Coimbra com olhar legal sobre o mundo

Bruna Coelho

Medicina legal debatida em fórum intercontinental. 250 especialistas de todo o mundo centram atenções no desenvolvimento das ciências forenses. Por Xavier Soares

250 especialistas, mais de 45 países e uma cidade, Coimbra, vão encontrar-se no Convento São Francisco entre os dias 27 e 29 de novembro na primeira edição do Simpósio Internacional da Ação Forense Humanitária. O evento, que vai reunir os maiores peritos internacionais de medicina legal e ciências forenses, tem como objetivo a partilha de reflexões e discussão de soluções para os problemas da área.

Organizado pelo ‘Missing Persons Project’, do Comité Internacional da Cruz Vermelha, em colaboração com a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), a Cruz Vermelha Portuguesa, a Câmara Municipal de Coimbra e o Centro de Pós-Graduação em Medicina Legal, este evento marca a primeira reunião global feita sobre o tema. Segundo Duarte Nuno Vieira, membro do comité organizador do Simpósio e professor catedrático da FMUC o objetivo é “reunir na mesma sala os melhores profissionais da área” como forma de estabelecer “linhas de orientação para o futuro”.

A cidade dos estudantes não passou indiferente aos organizadores da conferência, que viram nesta região o local ideal para o seu progresso. Duarte Nuno Vieira justifica a escolha geográfica pela “longa tradição de cooperação que Coimbra tem em ações forenses humanitárias”.

A sessão de abertura da primeira edição do Simpósio Internacional da Ação Forense Humanitária realizou-se hoje às 12h30. A Ministra da Justiça, Francisca van Dunem, bem como as entidades locais marcaram presença. Mensagens do Presidente da República e ainda da Ministra da Justiça espanhola completaram aquele que foi, segundo o membro do comité organizador do Simpósio, “um forte apoio por parte governamental”.

Apesar da presença de Francisca van Dunem na primeira atividade do evento, Duarte Nuno Vieira, nega que medicina e justiça andem sempre de mãos dadas. “É possível falar em medicina legal sem que haja uma perspetiva judicial” acrescenta. Aliviar a dor e a mágoa daqueles que sofrem é o que move a medicina legal. “Há princípios éticos e humanos que são igualmente muito fortes e importantes”, esclarece.

A primeira edição prolonga-se até sexta-feira mas está já “a superar todas as expectativas”. Quem o afirma é o professor catedrático da FMUC que confessa que o número inicial de participantes era apenas cem, mas que a grande adesão fê-los acabar por aceitar 250 inscrições. “Temos em Coimbra pessoas pertencentes a 45 países dos cinco continentes. Estão cá os grandes nomes da medicina legal”, conclui.

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