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Cidade

Praça 8 de maio vibra pelo fim da violência contra as mulheres

Bruno Oliveira

30 mulheres mortas em 2019 homenageadas na concentração de 25 de novembro. “Nota-se que a população nem sempre dá muita atenção ao que aqui se passa”, realça uma voluntária da UMAR. Por Francisco Barata e Bruno Oliveira

Hoje, na praça 8 de maio, no âmbito do Dia Internacional Pela Eliminação Das Violências Contra As Mulheres, decorreu uma concentração entre as várias que estavam marcadas por todo o país. Este evento contou com a organização da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e da Rede 8 de Março. Às 16h30, soou a batucada. Pela praça, puderam ler-se histórias de violência contra as mulheres e ouvir-se discursos de sensibilização.

 “A nossa luta é por respeito”, “Mulheres contra o machismo”, foram algumas das palavras de ordem entoadas pelas manifestantes em frente à Igreja de Santa Cruz. Perto do fim da concentração, foi formado um cordão humano em memória das vítimas da violência contra as mulheres.

Beatriz Santana, voluntária da UMAR, afirma que as ativistas já estiveram “nos anos anteriores e vão continuar a estar, para assinalar que ainda é preciso lutar pelo fim da violência contra as mulheres”. Já Sílvia Franklim, membro da Rede 8 de Março, sublinha que “a violência contra as mulheres deve ser relembrada todos os dias e é fomentada pela sociedade machista em que vivemos” a partir do momento em que “sai muitas vezes impune”.

De acordo com dados disponibilizados pelo Observatório de Mulheres Assassinadas, em Portugal, até novembro de 2019, 30 mulheres foram vítimas de femicídio. “É um número escandaloso e ainda nem chegámos ao fim do ano. Continuamos a ver que os tribunais não julgam corretamente os agressores”, afirma Beatriz Santana. Acerca destes números, Sílvia Franklim concorda que são “indicadores de um problema social”.

Sobre Coimbra, Sílvia Franklim indica alguns desafios particulares. Reconhece que “aparecem cada vez mais pessoas”, mas acrescenta que “em Lisboa e no Porto são movimentos muito mais expressivos”. “Nota-se que a população nem sempre dá muita atenção ao que aqui se passa”, salienta Beatriz Santana. A voluntária da UMAR assinala ainda a “falta de respostas no apoio às vítimas de violência” por parte das instituições da cidade. Apesar disso, a ativista aponta que a UMAR “vai abrir um gabinete para dar resposta a esta situação”.

Sílvia Franklim menciona que o próximo evento da Rede 8 de Março vai ser no dia 14 de fevereiro, para consciencializar sobre a violência no namoro, para além da Greve Feminista Internacional, no dia 8 de março. As manifestantes declaram que “quando as mulheres param, o mundo para”.

Fotografias: Bruno Oliveira

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