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Cultura

Isabel Ruth premiada no quarto de século do Caminhos

Nino Cirenza

Organizadores manifestam-se contra a falta de apoio no evento. Isabel Ruth surpreende espectadores com performance contemporânea. Por Carina Costa e Carolina Prodan

Foi no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) que João Telmo, encenador e jurado da “Seleção Caminhos” deste ano, inaugurou o grande ecrã do que considera ser “um verdadeiro palco para a cinematografia nacional”. A abertura do Festival Caminhos do Cinema Português 2019 marca as “bodas de prata” da iniciativa. São 177 filmes, num total de 87 horas, divididos em três sessões competitivas.

Atriz e vencedora de um Globo de Ouro, Isabel Ruth foi a homenageada na abertura, com a entrega do Prémio Ethos. A noite foi marcada também pela atuação do ‘DJ’  Stereossauro. A ‘performance’ contou com uma versão clássica e uma contemporânea da música “Verdes Anos”, de Carlos Paredes, com uma apresentação de ‘ballet’ clássico e contemporâneo.

Isabel Ruth, vencedora do Prémio Ethos.

A premiada não resistiu à versão contemporânea e fez um pedido a João Rui Pais. “Adorei estes “Verdes Anos”, teve tudo a ver comigo, a música tem a ver comigo e a dança também” confessou a atriz, pedindo de seguida que voltassem a tocar a versão contemporânea. Surpreendeu o público com uma ‘performance’. “Esta música toca-me de uma maneira que me faz querer dançar”, admitiu a atriz.

O coordenador de programação do festival, João Rui Pais, apontou a entrega do Prémio Ethos como “um dos pontos importantes da noite”. A distinção é atribuída a cada cinco edições e pretende enaltecer celebridades que criaram caminhos cinematográficos e valores.

O vice-diretor do festival, Tiago Santos, demonstrou o seu descontentamento com a falta de apoio da cidade. Esvaziando o palco como forma de manifestação, explica que isto foi pensado como metáfora para a falta de apoio que a direção do festival sente. Apesar disso, argumenta que o palco “não está vazio nem de energia nem de valores”.

“Coimbra passou a ser, graças ao Caminhos do Cinema Português, uma festa para a cinematografia nacional e uma festa para os artistas portugueses”, afirma João Rui Pais. O programador confessa também que são bem recebidos em todo o país, contudo, em Coimbra, há algumas entidades “que fazem questão de não ajudar, como a Câmara Municipal”.

João Rui Pais reforça que o “cinema não tem vida se não tiver um espectador a ver”. Apela ao apoio à arte cinematográfica portuguesa. “Se são os contribuintes a financiar esta cultura, venham por favor saber no que andam a investir”, finaliza o programador.

Na sessão, a vice-presidente do Instituto de Cinema e do Audiovisual, Maria Mineiro, reconhece que “são festivais como o Caminhos que mostram a vitalidade do cinema português”. Maria Mineiro considera ainda que são estes projetos que “garantem a visibilidade do setor”.

O Caminhos oferece, para a diretora regional de cultura do Centro, Susana Menezes, um “espaço privilegiado de promoção da diversidade da oferta cultural no setor cinematográfico”. Susana Menezes acrescenta que a sétima arte é um “espaço de inquietação”. “O maior papel da cultura é gerar conhecimento e promover a liberdade e diversidade humana”, aponta.

Da esquerda para a direita: Maria Mineiro, Susana Menezes, Isabel Ruth e João Telmo.

A sessão terminou com a exibição de quatro filmes que vão a concurso nas diferentes seleções: “Les Extraordinaires Mésaventures De La Jeune Fille de Pierre”, de Gabriel Abrantes, na seleção “Caminhos”; “Projeção” de René Allan, na seleção “Outros Olhares”; “Em Caso de Fogo” de Tomás Paulo Marques e “Chopper” de Giorgos Kapsanakis, na seleção “Ensaios”.

O festival decorre até 30 de novembro, com a apresentação dos diversos filmes. Os locais de exibição são o Cinema NOS do Alma Shopping, na Sala do Carvão, no Salgado Zenha e no TAGV em diversos pontos da cidade.

Fotografias por Nino Cirenza

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