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Cultura

Evento da SDDH/AAC debate interculturalidade

Tomás Barros

Iniciativa académica debate as diversas perspectivas sobre a cultura. Direito ao conhecimento é colocado como essencial para vida plena. Por Tomás Barros e Ana Haeitmann

A II edição do Festival de Direitos Humanos começou esta sexta-feira, na Cantina dos Grelhados, organizada pela Secção de Defesa de Direitos Humanos da Associação Académica de Coimbra (SDDH/AAC). O tema “Olhar(es) sobre Cultura(s)” abrange a relevância do envolvimento dos estudantes na sociedade para além da sala de aula e a aculturação dos imigrantes no país.

A SDDH/AAC deu a conhecer o papel da secção e o contexto em que se realiza o evento de sensibilização dos estudantes sobre as diversas visões de mundo na perspectiva da arte e no saber geral. Contou com a palestra do vereador da Cultura e do Turismo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Francisco Paz, que assentou seu discurso na importância do estudante na AAC e nas secções culturais da academia.

O palestrante respondeu a questões colocadas pela presidente da SDDH/AAC, Luiza Rocha, sobre a problemática das pessoas sem acesso aos complementos intelectuais, como a arte, a música e a literatura. Francisco Paz defende o direito ao conhecimento como base para uma sociedade inclusiva, na qual “não só as necessidades básicas do povo são satisfeitas”. Completa que a capacidade crítica e de tomada de decisões só pode acontecer em conexão com a própria cultura, uma vez que é o catalizador para a reflexão.

Luiza Rocha relaciona a alienação do saber com a falta de plataformas que deem voz aos imigrantes em Portugal, que acabam por assimilar a cultura local sem ter meios de se manifestar. No entanto, Francisco Paz refuta que a absorção dos hábitos locais acontece de forma inevitável, “pois não vivemos isolados e somos fruto da envolvência social”.

Por parte de Artur Caldas, aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), o assunto abordado vai ao encontro com o papel que a SDDH exerce de “defender a cultura como uma manifestação da dignidade humana”. Eduardo Rebouças Vitorino, também estudante da FDUC, considera que a interculturalidade permite uma visão mais abrangente do que é a cultura.

A presidente da SDDH/AAC acrescenta que o festival surgiu, no ano passado, com o intuito de comemorar os 70 anos da assinatura Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esta edição conta com um tema mais específico, “Olhar(es) sobre Cultura(s)”, e continua até domingo, dia 10.

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