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Ensino Superior

Diogo Vale apresenta candidatura à DG/AAC no último dia do prazo

Fotografia gentilmente cedida por Diogo Vale

Projeto ergue-se contra “a insuficiência do atual mandato”. Nos 50 anos da Crise Académica, grupo propõe resgate do legado político da AAC. Por Joana Carvalho e Gustavo Freitas

Sob o mote “Reerguer a Academia”, a Lista R entrou na corrida eleitoral à Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) e Mesa da Assembleia Magna da AAC. No último dia para apresentação de candidaturas, Diogo Vale, estudante do quarto ano de Medicina, decidiu encabeçar o grupo que faz oposição ao atual presidente, Daniel Azenha.

A principal razão que levou Diogo Vale a se candidatar à presidência da DG/AAC foi o sentimento de o projeto de Daniel Azenha já estar “um pouco afastado dos estudantes e dos seus problemas”. O objetivo é criar uma DG/AAC mais representativa, que faça “pressão sobre a Universidade de Coimbra”.

Diogo Vale propõe dar mais voz aos estudantes, bem como às repúblicas. Para o candidato da Lista R, é importante que “todos os setores da vida académica se possam rever na DG/AAC”. O discurso do cabeça de lista é construído sob a ideia de reconquistar valores, proximidades e confianças.

“No 50.º aniversário da Crise de 1969, faria todo o sentido invocar esse legado para mostrar aquilo que fomos há alguns anos. A AAC já teve um papel político fundamental não só em Coimbra, e este papel está reduzido. É possível ter uma AAC mais ativa na vida dos estudantes e que não se limite a ações simbólicas ou festas académicas”, avalia o estudante de Medicina.

O candidato lamenta o distanciamento dos estudantes ante a política académica. Para Diogo Vale, a distância deve-se ao facto de o associativismo, nos moldes atuais, ser “um pouco inconsequente”, por não responder aos problemas que afetam os estudantes no seu quotidiano. O cabeça de lista explica também que isto se combate ao “demonstrar que é possível que a voz dos estudantes seja ouvida”.

A questão em torno do prato social nas Cantinas Amarelas foi recordada pelo cabeça de lista. Segundo Diogo Vale, a ação da DG/AAC frente a esse problema foi “realizada em segredo, o que deixou uma mensagem subentendida de que a DG/AAC não precisa dos estudantes”. A Lista R fala em “seriedade e vontade de fazer mais pelos estudantes”.

A insuficiência é apontada como uma característica deste atual mandato e que, segundo Diogo Vale, “algumas ideias são positivas, mas não há um impacto verdadeiro”. O candidato também comentou a gestão do reitor Amílcar Falcão, e destacou que não sentiu “uma mudança positiva para os estudantes”. No entanto, de acordo com o cabeça de lista, “mesmo o pior reitor possível não seria uma desculpa para a insuficiência [por parte da DG/AAC]”.

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