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Ensino Superior

CES analisa diversidade de género na infância

Simão Mota

Objetivo é educar profissionais que lidam com crianças e jovens. Proposta visa ultrapassar invisibilidade estrutural do tema. Por Ana Haeitmann e Carlos Torres

Um projeto de combate à violência e discriminação vividas por crianças e adolescentes LGBTQI+ está a ser desenvolvido no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra. Intitulada de “DaC – Diversity and Childhood: transformar atitudes face à diversidade de género na infância no contexto europeu”,  a investigação vai ter a duração de dois anos. Esta integra um consórcio europeu composto por nove países e é financiada pelo programa Direitos, Igualdade e Cidadania da Comissão Europeia (UE).

Segundo Ana Cristina Santos, coordenadora do trabalho, este tem como finalidade colmatar a ausência de dados relativos à ligação das crianças e adolescentes com as instituições que os acolhem. Com a motivação de “ultrapassar uma invisibilidade estrutural do tema”, apresenta-se um conjunto de medidas. Em destaque estão a preparação de um manual pedagógico dirigido aos profissionais das áreas da educação, saúde e comunicação social e a criação de um ‘site’ interativo, refere.

A candidatura do projeto contou com o apoio do Ministério da Educação e da Associação de Jovens LGBTI da rede ex aequo. Em particular, a parceria com a rede ex aequo vai contribuir com relatórios anuais baseados em testemunhos, revelou a coordenadora. O arquivo contém denúncias de jovens, funcionários e docentes, que presenciaram ou viveram situações de discriminação com base na identidade de género e na orientação sexual.

Sempre com o propósito de “cumprir a Constituição da República Portuguesa, no seu princípio da Igualdade”, realça a coordenadora, o CES tem em curso uma outra proposta no mesmo âmbito, o CILIA LGBTQI+. Com um foco diferente do primeiro, analisa as desigualdades na comunidade LGBTQI+ em três etapas diferentes da vida: “início da vida ativa, meio da carreira e transição para a reforma”, complementa.

Ana Cristina Santos salientou ainda o envolvimento indireto com o programa Portugal + Igual. Este serviu de inspiração ao “identificar um conjunto de medidas urgentes de prevenção e combate às diversas formas de exclusão”. Todas estas ideias atuam na linha do novo despacho da lei de identidade de gênero implementado neste ano letivo, com expressão nos espaços escolares.

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