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Desporto

AAC/OAF: Proposta de criação de uma SAD cai por terra

Vasco Borges

Assembleia Geral deliberativa, do dia 29 de novembro, fica sem efeito. 431 sócios marcaram presença na AG. Por Vasco Borges e Pedro Teixeira da Silva

A Associação Académica de Coimbra/ Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) não se vai tornar numa Sociedade Anónima Desportiva (SAD). Este foi o desfecho da Assembleia Geral (AG), que decorreu esta quinta-feira, no Estádio Cidade de Coimbra.

Na ordem de trabalhos constava o “ponto quatro”, que previa o debate para a alteração dos estatutos, com vista à realização de um referendo para a passagem a SAD. No entanto, a AG começou com a informação de que o ponto tinha sido retirado. Segundo o presidente da Mesa da AG da AAC/OAF, António Maló de Abreu, durante o dia de quinta-feira, um grupo de sócios, não identificado, solicitou a anulação do ponto quatro. Às 19h30, a direção emitiu um comunicado, através das redes sociais, a informar que a proposta da alteração estatuária não seria discutida.

Na sala de imprensa do Estádio estiveram 431 sócios, que, na sua maioria, mostraram-se desagradados com a decisão. Henrique Macedo, sócio do clube, subiu ao púlpito para expor que “a retirada do ponto quatro foi feita em cima da hora e sem justificação”. Em resposta aos protestos, o presidente da AAC/OAF, Pedro Roxo, vincou que “o objetivo passa por ter uma Académica unida”. Segundo o mesmo, a anulação da proposta de transição para uma SAD ficou sem efeito porque “estava a causar um clima de divisão no seio do clube”.

“O símbolo da AAC não está à venda”

O presidente da Direção-Geral da AAC, Daniel Azenha, desde maio que se mostrou intransigente em relação ao assunto. Em caso de passagem da AAC/OAF a SAD o clube deixaria de poder usar o símbolo e nome da Associação Académica de Coimbra. Chamado a intervir, o presidente voltou a defender a sua posição, no entanto, deixou claro que “fazer parte da casa-mãe implica cumprir algumas regras”. Ainda assim, ressalvou que a passagem a SAD é uma decisão dos sócios da briosa.

Pedro Roxo defende que não é ideia da direção que “o clube jogue sem o símbolo da AAC” e que, desse modo, a passagem a SAD acabou por ficar sem efeito. António Maló de Abreu anunciou que a AG do dia 29 de novembro não se vai realizar. O dirigente reiterou ainda que durante o seu mandato “a passagem a SAD não vai voltar a ser discutido em AG”.

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