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Ciência & Tecnologia

11 anos dedicados à Ciência no Rómulo

Carolina Fernandes

Robôs LED, a teoria do ‘Big Bang’ e o papel das mulheres na ciência foram elementos destacados na celebração. Diretor define Rómulo como um “sítio de partilha onde todos são bem-vindos”. Por Carolina Fernandes

Há 11 anos nascia uma pequena coleção de livros de cultura científica, que se tornou no Rómulo – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra. A celebração realizou-se esta segunda-feira, no Departamento de Física da Universidade de Coimbra (DF). Com um programa para todas as idades, foram inaugurados um laboratório de produção criativa e uma exibição sobre mulheres no mundo da ciência.

O relógio marcava 15 horas quando o diretor do Rómulo, Carlos Fiolhais, estreou a exposição “Ciência no Feminino”.  A iniciativa homenageou as maiores cientistas da História, de áreas que vão desde a Bioquímica à Zoologia. Entre as personalidades relembradas, destaca-se a fitopatologista Matilde Bensaúde, pioneira da investigação biológica nacional e a única mulher fundadora da Sociedade Portuguesa de Biologia, em 1920.

A inauguração do laboratório “Dòing – Espaço Maker” teve como plateia uma turma do quarto ano do primeiro ciclo do Centro Escolar de Cantanhede. “Este é um espaço onde as ideias de cada um se podem realizar”, começou por explicar o diretor da Fábrica da Ciência Viva da Universidade de Aveiro, Pedro Pombo. Num ambiente colorido que misturou ciência e brincadeira, as crianças puderam experimentar robôs LED programados para seguir um código de cores traçado por uma caneta de feltro. Programar um jogo de telemóvel que pode ser exportado para ‘android’ ou ‘iOS’ também fez parte das atividades. Neste laboratório, “existem ainda impressoras 3D disponíveis a quem queira fazer peças”, acrescenta Carlos Fiolhais.

Paulo Crowford, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, deu a conhecer as propostas teóricas de James Peebles, um dos três vencedores do Prémio Nobel da Física de 2019. “James Peebles desenvolveu um conjunto de artigos científicos que ajudaram a explicar a teoria do ‘Big Bang’”, esclarece o diretor do Rómulo. Paulo Crowford adiciona que “o que acreditamos hoje sobre o ‘Big Bang’ não é que acreditávamos há 50 anos atrás. Mas a teoria de que tudo começou a partir de uma singularidade permanece por explicar”.

A partir de uma pequena coleção de livros de cultura científica, Carlos Fiolhais montou, há 11 anos, uma biblioteca dentro do DF. “A coleção foi crescendo e continua a crescer, tal como o universo está em expansão”, garante o diretor. O mesmo acrescenta que o aumento da biblioteca foi possível graças a doações e a apoio de fundos comunitários, apesar de escassos. Nos dias de hoje, o Rómulo recebe palestras de personalidades reconhecidas da sociedade e pretende ser um “sítio de partilha onde todos são bem-vindos”, afirma Carlos Fiolhais.

O aniversário do Rómulo termina com um lanche típico de magusto no átrio do DF, no qual castanhas assadas e jeropiga estiveram à mesa. Numa nota casual, o público findou a tarde a discutir ideias sobre cosmologia e sobre a importância do centro Rómulo.

Fotografias: Carolina Fernandes

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