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Ensino Superior

TMUC não vai atuar na Festa das Latas 2019

Pedro Dinis Silva

Atuação marcada para quarta-feira, na abertura do palco, é o principal motivo para o cancelamento do concerto. Daniel Azenha defende que todos os grupos académicos têm de ser tratados de igual forma. Por Vasco Borges

A Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra (TMUC) anunciou, na sua página oficial de Facebook, que não vai atuar na Festa das Latas e Imposição de Insígnias 2019. Segundo o comunicado, a decisão prende-se com o horário inadequado e a falta de condições oferecidas pela Comissão Organizadora da Festa das Latas (COFL) aos Grupos Académicos.

O presidente da TMUC, Nuno Machado, explica que houve uma alteração dos regulamentos, que acabou com “um sistema de mérito que dava prioridade, de data e horário, a algumas tunas, mediante fatores como a prestação e abrangência”. O novo método, votado numa assembleia com os grupos académicos, aboliu esse sistema e determinou que os horários seriam sorteados.

A Tuna de Medicina, que até este ano atuava à sexta-feira, às quatro da manhã, ficou com o horário de quarta-feira, por volta da meia-noite. No entender de Nuno Machado, a nova hora não dignifica a tuna, sobretudo pela escassez de estudantes que costuma haver no Parque da Canção nesse período. “Se não houver público, não faz sentido atuar e por isso a Tuna abdicou das regalias a que tinha direito na Festa das Latas e vai fazer um espetáculo, por conta própria, num horário melhor”, esclarece.

O presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), Daniel Azenha, lamenta a ausência da TMUC, mas ressalva que todos os grupos devem ser tratados por igual. “Este ano decidiu-se que os grupos académicos iam ter uma distribuição por sorteio e todos os grupos, à exceção da TMUC, ficaram satisfeitos”, destaca. Apesar de admitir que gostava de ver a Tuna de Medicina na Festa das Latas, reforçou que “não é possível prejudicar 15 grupos em prol de um”.

Para além da Tuna de Medicina, Nuno Machado afirma que todos os grupos académicos estão insatisfeitos com a existência de horários “pré-concerto”. “Nenhuma tuna ou grupo deve atuar às 23 horas, quando não há público no recinto, e todos são contra esses horários”, indica. Além disso, aponta também outros fatores que levaram à decisão de não atuar no Parque da Canção. O valor da alimentação foi reduzido e equivale a uma refeição social nas cantinas e foi proposto que o ‘snack’ noturno passe a ser pago. Na opinião do dirigente, a COFL não está a tratar os grupos académicos como artistas, o que acaba por retirar identidade à festa.

Em sentido contrário, Daniel Azenha defende que não houve uma alteração substancial nas condições de ‘backstage’ e lembrou que, “apesar de ter demonstrado insatisfação com o horário atribuído, a TMUC nunca manifestou o desejo de não atuar até ao lançamento oficial do cartaz”.

Ainda assim, Nuno Machado sublinha que está em causa a tradição académica coimbrã. “Sem as tunas, a Festa das Latas seria igual a tantas outras receções ao caloiro, organizadas por todo o país”. Deste modo, a TMUC marcou uma atuação para o Largo da Portagem, na sexta-feira, às 2h30.  

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