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Desporto

Briosa conquista os três pontos em jogo de sentido único

Muitas oportunidades, mas também muito desperdício, redundaram numa vitória apenas 1-0 perante um desinspirado Benfica B. César Peixoto, que acabou expulso, sublinhou a qualidade exibicional e o trabalho da sua equipa. Texto por Vasco Borges e fotografias por Gabriel Rezende

Académica e Benfica B aproveitaram o fim de semana de eleições para antecipar o duelo da oitava jornada da II Liga. A manhã fresca de sábado não trouxe muito público ao Cidade de Coimbra, mas os estudantes apareceram com vontade de oferecer a vitória aos cerca de dois milhares de espectadores presentes.

O guardião Mika estreou-se em jogos do campeonato, depois de já ter participado na vitória para a Taça de Portugal, na semana anterior. Em relação ao jogo frente ao Lusitano de Vildemoinhos, César Peixoto fez quatro alterações. Arghus, Marcos Paulo, Chérif e Hugo Almeida saíram do onze, para dar lugar a Silvério, Leandro Silva, Ki e Derik Lacerda.

Os primeiros minutos trouxeram um jogo solto, com a Briosa a tentar assumir as despesas do encontro. Logo a abrir, os mais sonolentos acabaram por despertar quando se pediu penálti na área encarnada. No entanto, o árbitro Rui Oliveira mandou seguir. Volvidos apenas alguns instantes, Ricardo Dias isolou o regressado Leandro Silva, que acabou por rematar à figura de Mile Svilar. A equipa de César Peixoto tentou aproveitar o nervosismo demonstrado pelo jovem guarda-redes belga e procurou sempre pressionar a saída de bola. Já com o primeiro quarto de hora cumprido, Mauro Cerqueira voltou a fazer levantar as bancadas, ao fintar três adversários antes de um remate travado, de forma pouco ortodoxa, pelo guardião das águias.

Durante a metade inicial do primeiro tempo foram os estudantes a criar mais perigo, sobretudo através de alguns ataques pela direita. Barnes Osei era o homem mais mexido e em cima da meia hora, o avançado ganês foi lançado por Ricardo Dias e conseguiu libertar-se de Morato. O remate saiu frouxo, mas Svilar voltou a mostrar pouca segurança. Na primeira meia hora, destaque ainda para um remate de fora de área de Leandro Silva, que passou perto do poste direito da baliza adversária. Os encarnados tentavam aproveitar a profundidade, com alguns passes a lançar o extremo Nuno Santos, mas sem efeitos práticos.

Com a Académica por cima, o golo acabou por surgir, de forma natural, ao minuto 38. Canto cobrado na direita do ataque estudantil e a bola acaba por sobrar para os pés de Silvério que, ao segundo poste, inaugurou o marcador. Logo a seguir o Benfica B tentou responder. Em cima do minuto 40, um cruzamento pela esquerda acabou desviado na confusão da grande área da Briosa e saiu perto do poste esquerdo da baliza à guarda de Mika.

Para a segunda parte, o treinador do Benfica B, Renato Paiva, realizou duas alterações e os encarnados acabaram por controlar a posse de bola, nos primeiros minutos. Ainda assim, a reação foi tímida e a Académica acabou por voltar a ser superior. Ao minuto 52, Leandro Silva ganhou espaço para finalizar, mas acabou por rematar fraco e à figura de Svilar. Dois minutos depois, foi a vez de Barnes Osei furar por entre os defesas das águias e rematar ao lado.

A partir do minuto 60, o jogo acabou por perder alguma fluidez. A Académica baixou as linhas e optou por jogar em transição, numa tentativa de aproveitar a falta de concentração demonstrada pelos jogadores do Benfica B. A 15 minutos do fim, um livre de Leandro Silva encontrou Mike Moura. No entanto, já em desequilíbrio, o lateral direito acabou por cabecear por cima.

A manhã tranquila de Mika só foi perturbada ao minuto 77, quando Silvério deixou escapar Gonçalo Ramos. O extremo-esquerdo benfiquista cruzou rasteiro para os pés de David Tavares, que, sem grande oposição, atirou por cima da baliza dos estudantes. No entanto, esta acabou por ser a única oportunidade digna de registo por parte do Benfica B.

O lado direito foi sempre o mais perigoso nos ataques da Académica, com várias incursões de Barnes Osei e, mais tarde, Traquina. Foi numa dessas iniciativas que, perto do minuto 80, ainda se festejou o segundo golo estudantil, após um desvio certeiro de Romário. No entanto, o lance acabou invalidado por fora-de-jogo. Aos 87’, foi Traquina a ultrapassar alguns adversários e a rematar ao lado.

Até ao fim, os comandados de César Peixoto conseguiram travar um desinspirado Benfica B e a principal incidência acabou por vir do banco. Já perto do minuto 90, o treinador da Briosa foi expulso por protestos contra a equipa de arbitragem. A última chance de golo veio no tempo de compensação e voltou a ser na baliza de Svilar, graças a um remate de Osei desviado para canto pelo belga.

Confirmada a vitória por 1-0, César Peixoto foi à sala de imprensa elogiar a exibição dos seus jogadores. “A Académica foi sempre superior, controlou o jogo e criou as melhores oportunidades”, destacou. Em relação ao modelo tático, o técnico garantiu que não existiram grandes alterações e explicou que “a boa exibição se deveu ao trabalho e à constante evolução dos jogadores, desde o início da época”. Mesmo com uma longa paragem no campeonato à espreita, César Peixoto não se mostrou preocupado e até explicou que as próximas semanas “vão ser úteis para recuperar a forma física dos atletas e entrosar os que chegaram já com a época em andamento”.

Em sentido contrário, Renato Paiva apareceu frustrado com a exibição da sua equipa e criticou a falta de intensidade dos seus atletas, bem como o incumprimento dos modelos de jogo trabalhados durante a semana. “Se as ideias previstas não são cumpridas, a equipa transforma-se num amontoado de jogadores”, referiu. O técnico do Benfica B reconheceu a justiça no resultado e deixou um aviso à sua formação. “A equipa está em constante evolução, mas vai chegar uma fase em que se não der com estes, vai dar com outros”.

Com a segunda vitória no campeonato no bolso, a Académica volta ao Cidade de Coimbra no próximo dia 20 de outubro, para o jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal frente ao primodivisionário Portimonense.

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