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Cultura

“A Menina do Mar” conta cem anos no TAGV

Alípio Padilha

Martim Sousa Tavares, neto da poetisa, fala sobre homenagem prestada no evento. Declamação de poesia é aberta ao público no aniversário da escritora. Por Gustavo Freitas e Simão Moura

Sophia de Mello Breyner Andresen, a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões, completaria cem anos no próximo mês. O Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), assim como outras casas de espetáculo do país, homenageia a escritora. Em Coimbra, dois eventos enaltecem a obra da poetisa, nos dias 24 de outubro e 6 de novembro.

“A Menina do Mar” foi o texto escolhido pelo Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa para ser adaptado para uma peça teatral com música à mistura. A história fala de uma menina que vive no mar e quer conhecer a vida na terra e de um menino que vive na terra e tem curiosidade sobre o mundo marinho. No enredo, os dois encontram-se entre animais que tocam instrumentos. Esta tarde, miúdos e graúdos ficaram a conhecer o legado da artista, entre sessões escolares e familiares. A montagem, que estreou em maio deste ano, em Lisboa, chegou a Coimbra por convite do próprio TAGV.

O diretor musical da peça e neto de Sophia de Mello Breyner, Martim Sousa Tavares teve como desafio harmonizar as músicas de Edward Luiz Ayres d’Abreu com o texto inalterado da escritora. “O objetivo foi interpretar esta narrativa e criar um objeto artístico novo, em que Sophia está presente porque não mudámos uma vírgula no texto”, esclarece. “Enquanto neto estou muito feliz”, admite Martim Sousa Tavares num registo mais pessoal. Enquanto artista, explica que a relação familiar ficou de fora e que fez escolhas com “o maior dos respeitos e admiração” pela avó.

Fotografia por Gustavo Freitas

Dia 6 de novembro, o café TAGV vai receber sessões temáticas de declamação de poesia. Um coletivo, liderado por Rui Amado, que se estreou no Salão Brazil, vai prestar a segunda homenagem à artista. “A ideia é promover não só a leitura e a audição de poemas, mas também fomentar a escrita e a divulgação de poesia”, afirma Rui Amado. O público pode participar de forma ativa no evento, com textos próprios ou de outros autores.

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