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Desporto

[II Liga] Académica vs Feirense – os estudantes, um a um

Pela análise de Paulo Sérgio Santos, fica a ideia de que o tapete do Cidade de Coimbra foi o centro das atenções. O que não é de estranhar, visto que o restante passou por malta às aranhas, um capitão com uma (não muito) boa atitude, acabando com uma inovação tática. Fotografias por Maria Monteiro e Isabel Pinto

Tiago Pereira – 4

A piada começa a ser velha e gasta. A culpa não é dele, é da miríade de seres que polulam na indústria do futebol, que denominam jogadores como o próximo Messi ou Oblak ou o que quer que seja. No caso específico, como o futuro da baliza do Braga, com um jogo de pés fora do normal. Sabe defender com as mãos, já não é mau.

Mike – 4

Domingo para esquecer, como quase todos os domingos chuvosos, cinzentos e com tendência a frios. O outono chegou ontem e o inverno está a chegar, uma piada que nunca perde graça. Ao contrário de malta às aranhas, sem noção do que fazer.

Zé Castro – 4

Marcou o golo do empate, num penalti que teve tudo para correr mal, como o resto do jogo. De passes curtos como bujas à boa atitude de o capitão ser o primeiro a vir embora.

Arghus – 3

Em noite de Emmys, o galardão para melhor atuação artística vai para o central da Académica, agarrado aos tornozelos enquanto o jogador do Feirense não viu o cartão amarelo. Depois, levantou-se e caminhou como se nada fosse.

Mauro – 2

Momento alto do jogo: o cartão amarelo que viu aos 44′. Que nem me recordo pelo que foi. Memorável é, sem dúvida, o seu pé esquerdo que, espero, não seja o que usa para subir para o autocarro. Caso contrário poderemos estar perante a primeira lesão não causada pelo relvado do Cidade de Coimbra.

Ricardo Dias – 5

Na Académica, a qualidade de um jogador vê-se pelo tempo que demora a passar uma bola para trás. Se é mais do que cinco segundos, sabe-se que tentou levantar a cabeça para apenas ver troncos, unidades sem movimento. Dias é um destes raros casos.

Marcos Paulo – 4

Num bom policial, o personagem principal tem sempre aquele momento onde pára para reflectir sobre o caso. Façamos o mesmo: jogador, 31 anos, está na primeira liga grega. Abandona-a para ingressar na segunda liga portuguesa. É quase a mesma coisa que jogar a Champions e passar para a Champions africana. Não faz qualquer sentido.

Barnes Osei – 3

A nota é, provavelmente, demasiado simpática. Vou ter pesadelos nos próximos dias, tal foi o número de vezes que me lembrei do Romário Baldé. Ao nível abstrato, é possível discutirmos acerca da esfericidade da bola de futebol. Explicaria muita coisa se ela fosse dimensionalmente quadrada.

João Mendes – 3

É melhor que o Ki e pior que o Chaby. Espero que esta singela descrição seja suficiente para entenderem todo o processo visual.

Chaby – 5

Desta vez durou menos de 45 minutos. Culpa do relvado, que já tinha sido avisado pelo árbitro, demasiado contemporizador com as suas entradas duras.

Hugo Almeida – 5

Era uma vez a história de um respeitado jogador de futebol, internacional pelo seu país, dono de um potente pé esquerdo. Escolheu acabar a carreira a ensinar jogadores desfavorecidos a fazer centros, passes, enfim, jogar como deve ser. Porque a esperança é a última a morrer.

Cherif, Dani e Silvério – 3, 2, 0

Um fez aquilo que todos os que vieram antes dele e todos os que virão depois dele fazem. Outro não foi o arquiteto que se desejava. O último… Gostava que se tivesse chamado Mancini, mas pelo menos não se chamou Yuri.

Cesar Peixoto – 4

Jogou a cartada da carreira para dizer que não desiste e que ninguém deve desistir. Só que o relvado já o fez e não pode ser censurado, ao tempo que já não vê futebol de qualidade. Mas gostei muito da inovação tática, que me fez lembrar os meus tempos de escola: se se perder a bola ou se rematar ao lado, tem de se ir a meio-campo para fazer nova tentativa.

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