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Desporto

Golpe de sorte ao cair do pano salva Académica

Briosa volta a perder pontos em casa e adeptos levantam lenços brancos. César Peixoto apontou relvado como fator crucial para os maus resultados e para o anormal número de lesões. Texto por Diogo Machado e fotografias por Maria Monteiro e Isabel Pinto

Num final de tarde abafado, o Estádio Cidade de Coimbra recebeu 3246 adeptos para a partida entre a Académica e o Feirense. A equipa da casa procurava voltar às vitórias, após três derrotas consecutivas. A equipa de Santa Maria da Feira demonstrava vontade em conquistar a segunda vitória consecutiva no campeonato.

A formação dos estudantes entrou bem no jogo, tendo logo no primeiro minuto rematado à baliza. Aos 3 minutos a Briosa já mostrava vontade de marcar cedo e chegou a causar perigo dentro da área, nunca concretizando qualquer jogada. O primeiro quarto de hora foi controlado pela Briosa, a qual apresentou um jogo calmo com aposta na posse de bola. O Feirense foi procurando algumas oportunidades de contra-ataque, uma delas aos 26 minutos, após um erro ao atrasar a bola por parte da defensiva da Académica, mas sem perigo para a baliza de Tiago Pereira.

Aos 28 minutos, os adeptos da equipa da casa saltaram de alegria, mas por pouco tempo dado que o golo foi anulado por fora de jogo. Até ao final da primeira parte, a Académica esteve por cima no jogo, tendo Hugo Almeida disferido um remate perigoso à entrada da área que obrigou a uma boa defesa do guarda redes do Feirense. Perto do final dos primeiros 45 minutos, Chaby sai lesionado, substituído por Cherif.

A segunda parte pautou-se por uma redução na intensidade de jogo de ambas as equipas. Ainda assim, o Feirense conseguiu impor-se no campo pressionando a formação de Cesar Peixoto a recuar no campo. Nenhuma equipa conseguia criar oportunidades de perigo, até que, num contra-ataque, Cherif através de uma boa jogada individual conseguiu cruzar a bola com perigo para a área do Feirense, mas, mais uma vez, a Académica não conseguiu finalizar.

A dez minutos do final, o Feirense conseguiu marcar golo. No seguimento de uma jogada confusa, em que a bola ficou enrolada entre o guarda redes da Briosa e os atacantes do Feirense, Silvério acabou por introduzir a bola na própria baliza. As bancadas fizeram-se ouvir e mostraram o seu descontentamento com a performance da equipa. No entanto, a formação dos estudantes não se deu por vencida e, já nos minutos de compensação, arrancaram uma grande penalidade. Zé Castro chegou-se à frente e converteu o penalti, conquistando, assim, um ponto para a Académica. Apesar do empate, a equipa viu os lenços brancos por parte dos adeptos na bancada, quando o árbitro da partida, Jorge Sousa, apitou para o final da partida.

Na conferência de imprensa, Cesar Peixoto referiu a perda de Chaby como fatal, dado o “impacto no jogo da sua equipa” por parte do jogador. Filipe Martins, treinador do Feirense considerou a performance da equipa na primeira parte “calma e quase perfeita taticamente”. Ambos os treinadores referiram que o relvado condicionou muito a qualidade de jogo. O treinador da Académica apontou o facto de seis jogadores da sua equipa terem saído lesionados em jogos em casa. Quando questionado sobre o que tem falhado na sua equipa, defendeu os seus jogadores e o seu plano tático, apontando as lesões e o relvado como fatores cruciais para os maus resultados.

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