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Desporto

[II Liga] Académica vs Leixões – os estudantes, um a um

A lista de compras de Paulo Sérgio Santos contempla batata-doce, que o inverno não há-de tardar, mas também produção da casa, de selo e contrato AAC, para que a colheita dê proveito financeiro. Uma vez que parece faltar um guarda-redes, comece-se por aí. Fotografias por Inês Duarte

Tiago Pereira – 4

O guardião emprestado pelo Sporting de Braga fez uma partida para esquecer. Deu a mesma segurança à defesa que Júlio Neiva terá dado naquele aziago jogo de pré-época, sendo que foi contratado precisamente para não o fazer. Entre saídas sem nexo e nexos sem saída (financeira), é o que temos. A questão é: podemos ter mais, melhor, e só nosso?

Mike Moura – 5

Foi o melhor da defesa. José Mourinho caracterizou um dia Paulo Ferreira como um 9, que nunca era um 10, mas que também não era menos que um 9. À escala, Mike Moura é o nosso Paulo Ferreira, sem que isso seja um grande elogio, mas sem ser igualmente um grande insulto.

Zé Castro – 3

Dizer que é o capitão dá uma amargura à alma e faz lembrar personagens queridas deste espaço. E continuar a escrever sobre Zé Castro continua a dar uma amargura à alma. Até alguém com uma venda nos olhos é capaz de fazer passes mais acertados.

Yuri Matias – 4

Começa a ser outro Ki, alguém em quem se depositavam grandes esperanças, mas que continua sem ascender ao patamar pensado. É a diferença entre capacidade potencial e real, explicada da seguinte forma: uma pessoa pode sair à noite e beber inúmeros ‘shots’, com a ressaca do dia seguinte a ser a diferença entre o que se pensava que se aguentava e o que realmente se aguentou.

Mauro Cerqueira – 3

Mauro C, para os amigos, este moço pode ter nesta diminuição de nomenclatura uma nova carreira, por exemplo, enquanto ‘rapper’. Enquanto futebolista, não controlar a profundidade e a velocidade dos seus adversários é mote para um prenúncio profissional fúnebre. Mais lento apenas o fiscal-de-linha que o acompanhou na segunda parte.

Ricardo Dias – 7

Bem-vindo sejas, Ricardo. Para o ano, vamos deixar o suspense de fora e assina mais cedo, sim? Convence-te que o negro te fica bem e que já gostas mais de Coimbra do que de Lisboa. Se o problema forem as saudades dos pastéis de Belém, experimenta as queijadas de Pereira, por exemplo. De qualquer modo, e deambulações mentais à parte, o melhor em campo pelo golo que marcou, pela jogada de insistência do segundo golo e por ser o sucessor emocional de João Real e Marinho nos nossos corações.

Leandro Silva – 5

Viu-se mais pelo estilo ‘pitbull’, a fazer as vezes de Reko (gostamos sempre de mencionar pelo menos uma vez o Reko), do que pelo futebol jogado. O César viu o mesmo e tirou-o em primeiro lugar. E, aqui entre nós, Leandro, compreendo as palavras ásperas que terás dito ao tipo do Leixões com aspeto de rufia. É que não há pachorra para quem se chame Amine. Que nome é esse?

Barnes Osei – 6

Como de costume, a maior parte dos melhores não é nossa. Pega na bola, parte para cima e, acima de tudo, define bem. Clonem-no e tirem o tipo que costuma jogar do outro lado.

Ki – 5

Aceito que digam que possa ser odiozinho de estimação, mas sejamos realistas. É taticamente irresponsável, e fazer 15 minutos em 90 de bom futebol, avaliados de forma bondosa, é muito pouco. Se daqui a três anos estiver ao nível do Chaby, já seria um milagre gigante.

p.s. – quando se recebe a bola de costas para o sentido de jogo, é suposto virar e avançar no terreno, não parar e ficar à espera que venham gajos para cima para se atirar ao chão.

André Claro – 6

‘Mixed feelings’, caros leitores. Nota-se a qualidade, que advém da experiência. Contudo, ainda estamos à espera de ver aquele extra de qualidade, que advém da experiência. Caso contrário, a qualidade, que advém da experiência, sabe a pouco. Porém, penálti bem marcado, pá!

Filipe Chaby – 6

Escrevi nas minhas notas “COMPREM-NO JÁ!”. Mas algures na segunda parte reparei que ele começa a dar uma de Ki quando rebenta fisicamente, algures na primeira parte. Outra vez, ‘mixed feelings’. Mas tem um potencial gigantesco para ser um dos nossos favoritos da temporada.

Marcos Paulo – 4

Quando saiu ainda não fazíamos este um a um. Portanto, bem-vindo a este pequenino espaço de crítica em que, para começar, não tenho grande coisa a dizer. Marcaste um livre com perigo e fizeste uns passes engraçados.

Hugo Almeida – 4

Outro dos sucessores espirituais do duo maravilha. Pé esquerdo e cabeça de ouro, assim o corpanzil deixe e corresponda. Hoje deu um ar da sua graça, com aquele desvio/assistência para o terceiro golo.

Djoussé – 1

É, neste momento, a quarta opção e tenho a sensação que o Daniel Costa é capaz de ser melhor. Há tipos com mais técnica, há tipos com mais corpanzil, há tipos com mais fome de golo. E, por vezes, compramos gajos após a melhor época da carreira e deixamos escapar outros. É a vida, certo?

César Peixoto – 6

Bem na indumentária (o casaco e a ‘t-shirt’ básica são um clássico) e ainda melhor na chamada de atenção em relação ao estado do relvado, indigno de uma II Liga ou, sequer, da prática de futebol profissional. Menos bem, muito menos bem, na forma extemporânea como reage a determinadas situações do jogo. Deve dar o exemplo, exasperar-se com os seus jogadores, mas ignorar os restantes intervenientes, porque os seus pupilos já têm, de origem, uma cabeça demasiado quente.

“Relvado” – 10

Novembro está aí à porta. O terreno está a ficar impecável para o cultivo de batata-doce, bem revolto e com buracos para as plantar.

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