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Desporto

[II Liga] Académica vs Chaves – os estudantes, um a um

Paulo Sérgio Santos esteve na segunda manhã de futebol no Calhabé em 2019/20, que trouxe a primeira derrota da época. É chato quando o futebol não é mal praticado e, ainda para mais, nem um Yoda, um bom guarda roupa e uma Arghus fresquinha conseguem evitar desaires. Fotografias por João Pimentel

Tiago Pereira – 5

Não que tenha tido culpas nos golos. Dizê-lo é fugir a uma honestidade intelectual que é necessária para se afirmar, uma vez mais, é tão bom como qualquer outro. Como, por exemplo, o Ricardo Moura. Que está no Chaves.

Mike Moura – 7

Quando Mike acordou de manhã, certamente não pensaria que iria marcar um golo de cabeça no seguimento de um canto e que iria envergar a braçadeira de capitão. Há Dias assim, que acabam por concretizar até os mais inauditos sonhos.

Silvério – 5

Caxinense de gema, deixou sair esse lado bem conhecido dos seus conterrâneos algures na segunda parte, quando Platiny lhe fez chegar a mostarda ao nariz e o quarto árbitro queria impedir vias de facto. A coisa só não descambou mais por intervenção dos colegas, mas o quarto árbitro levou um chega para lá. Isso e uns passes à distância bem medidos, mas sempre com a bola a queimar um pouco.

Arghus – 5

Central cujo nome faz lembrar uma marca de leite ou de cerveja. Tem de deixar de pensar que, para se estar no 11 inicial, deve-se enterrar à força toda pelo menos uma vez por jogo. Como aos 36’.

Mauro Cerqueira – 5

Tal como os seus companheiros da zona central da defesa, andou envolvido nas distrações que redundaram em dois golos perfeitamente escusados. Não leva nota pior porque foi herói, aos 76’, ao impedir um contra-ataque de quatro flavienses contra si. Levou cartão amarelo e leva um 5.

Ricardo Dias – 0

Durou pouco e esperemos que não seja nada de grave.

Marcos Paulo – 6

Assistência primorosa para o cabeceamento certeiro de Mike e mais uma série de passes açucarados. Sem Fernando Alexandre, sem Ricardo Dias e sem Reko, foi trinco, impondo cálculos gregos na forma como foi expulsando transmontanos das suas proximidades.

Barnes Osei – 5

Ao contrário dos restantes jogos que já vimos seus, Barnes foi hoje um Romário Baldé, que é como quem diz uma sombra de si próprio. Falhou o 2-1 aos 64 minutos.

Ki – 4

Se há malta a aprender nos sub-23, talvez esteja na altura de fazer o simpático sul-coreano passar por esse estádio de desenvolvimento. Já vimos gente melhor acabar no campeonato de Portugal, em Andorra ou nas Ilhas Faroé.

Djoussé – 0

Uma em cada 44 vezes, o camisola 39 adquire a alcunha de 1/5 de Messi camaronês. São cálculos difíceis, tal como a probabilidade de alguma vez voltar a repetir o primeiro ano de empréstimo à Briosa. Uma em cada duas vezes, o camaronês lesiona-se. Aqui não há muito que calcular, é tão certo como a míngua de autocarros na cidade em agosto.

Filipe Chaby – 6

Reparemos, 6 por um período de futebol perfumado entre os 45 e os 60 minutos de jogo. Se durasse os 90, imagine-se a nota. Se durasse os 90, provavelmente não estaria cá.

Leandro Silva – 6

É uma espécie de Filipe Chaby da distribuição de troços e da prevalência da força sobre a técnica. Talvez não estivesse numa Académica de primeira, mas esperemos convictamente que nos leve lá. E depois logo se vê.

Hugo Almeida – 6

É o Yoda dos estudantes, versão espadaúda e gigante. À volta dele, a esmagadora maioria são Lukes Skywalkers acabados de despenhar uma nave num planeta pantanoso, ansiosos pelos grandes contratos, mas sem noção de que nunca lá chegarão. Porque a cada passe transviado, remate para a bancada, pensamento enviesado, Hugo “Yoda” Almeida baixa a cabeça, desalentado e pensa: “Not football players these are”. E o golo que ele ia marcando, no final da primeira parte?

Traquina – 3

Com André Claro e o nosso batizado Mantequilla, a escolha para a única substituição possível na segunda parte recaiu no 20. Correu.

César Peixoto – 6

Dono de um sensato guarda-roupa monocromático, calça escura e t-shirt cinzenta, já me pôs a ir às lojas de roupa em busca de básicos para a meia estação que há de vir. Para além de ser um ‘fashion influencer’, César é também um oráculo da verdade: equipa que queira jogar bem não pode fazê-lo num relvado destes e, mais importante, não se pode descontrolar sempre que há um tronco com um apito no meio do “relvado”. Pode resolver a segunda questão, dado que faz parte das suas competências, e exigir solução para a primeira – assim que encontrarem petróleo no Bolão ou o Reko for vendido por dez milhões, esperando que tenhamos ficado com 50% do passe.

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