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Desporto

Em jogo quente, Académica perde para o Chaves

Equipa de César Peixoto jogou bem mas desperdiçou muitas oportunidades. Lesões atrapalharam a estratégia pensada pelo treinador dos estudantes. Texto por Nino Cirenza e fotografias por João Pimentel

O Estádio Cidade de Coimbra recebeu esta manhã a partida entre Académica e Desportivo Chaves, a contar para a terceira jornada da II Liga 2019/2020, num duelo entre duas equipas com ambições à subida de divisão no final da temporada. Antes do apito inicial, membros da claque da casa homenagearam o antigo guarda-redes da Briosa e capitão dos flavienses, Ricardo, a conta com um problema do foro oncológico. 

Para este jogo, o treinador da AAC, César Peixoto, promoveu três mudanças em relação ao empate a zero contra o Académico de Viseu. Silvério substituiu Zé Castro, a contas com problemas físicos durante a semana, e com Tiago Pereira, Mauro Cerqueira, Arghus e Mike fizeram a defesa estudantil. Marcos Paulo, outra alteração, e Ricardo Dias acompanharam Barnes Osei, Ki e Chaby. Djoussé substituiu André Claro para ser o homem mais avançado. 

A partida começou intensa como o calor que se fez em Coimbra. Aos 2’, Costinha cobrou um livre para dentro da área da Académica, Tiago Pereira sacudiu mal a bola para frente e Diego Galo aproveitou para abrir o placar e surpreender jogadores e adeptos da AAC. Após o desaire inicial, a equipa de César Peixoto tentou controlar as operações e ter mais posse para reagir. Aos 7’, Ki teve uma grande oportunidade, mas foi barrado pelo guardião adversário, Igor. No lance seguinte, Marcos Paulo cobrou o canto, Mike subiu de cabeça ao primeiro poste e empatou a partida, para a alegria da maior parte dos adeptos no estádio. 

A seguir ao golo da Académica, o jogo ficou muito equilibrado, com chances para os dois lados. Aos 22’ Ricardo Dias quase marcou após canto, mas cabeceou para fora. Cinco minutos depois, o capitão da AAC lesionou-se e foi substituído pelo camisa 10, Leandro Silva. Como se não bastasse ter perdido o seu capitão, aos 29’ Académica sofreu nova contrariedade, com a lesão de Djoussé, que foi prontamente substituído por Hugo Almeida.

Durante o quarto de hora final da primeira parte, o jogo ganhou nova intensidade, com boas oportunidades para as duas equipas. Após um remate de Chaby, bloqueado pela defesa do Chaves, a equipa visitante construiu um contra-ataque perigoso, que terminou com um remate de fora da área de João Teixeira, a acertar na quina a baliza à guarda de Tiago Pereira. Os cinco minutos de desconto de tempo, sinalizados pelo árbitro David Silva, ainda viram Hugo Almeida quase marcar um golo memorável. Depois de receber a bola de Chaby, próximo da meia lua da grande área, observou Igor adiantado e fez um chapéu ao guarda-redes flaviense, que passou rente à barra. 

A partida recomeçou equilibrada na segunda parte. Aos 52’ Chaby, que esteve muito participativo no ataque dos estudantes, cruzou para Hugo Almeida que ajeitou de cabeça para Ki, mas foi impedido de marcar pelo guarda-redes do Chaves.  A equipa forasteira tentou compelir os avanços da Académica e teve uma chance clara com Costinha, pelo flanco direito. Alguns momentos depois, aos 67’, o Chaves desempatou o marcador. Fatai cruza da direita para Guzzo, acabado de sair do banco, marcar com o pé direito, na pequena área estudantil, perante a passividade dos defesas da casa. 

Mesmo a perder, a Briosa mostrou vontade e conseguiu criar muitas oportunidades, mas pecou na finalização. Pensando em dar novo vigor ao ataque da AAC, César Peixoto optou por colocar Traquina no lugar de Ki, aos 75’. Após receber uma bola na área, Leandro Silva pediu a marcação de um pénalti, não dado pelo árbitro, com os adeptos e equipa técnica da casa a reclamarem muito. Nos minutos finais, a Académica mostrou grande desconcentração e dificuldade em penetrar o bloqueio do Chaves e apostou muito em lançamentos diretos, sem sucesso, para lamento da maior parte dos 2242 espectadores. 

Após o final da partida, José Mota, treinador do Desportivo Chaves, celebrou a vitória. “Pensávamos que seria um jogo interessante, e foi”, constatou. Prosseguiu, ao dizer que tiraram “muito o ímpeto do adversário quando eles tentaram ser mais dinâmicos”. Ao ser questionado a respeito de Ricardo, guarda-redes principal do Chaves, José Mota afirmou que essa situação ajuda todos a “serem mais fortes e dar valor à vida” e dedicou-lhe a vitória. 

César Peixoto classificou o jogo como “equilibrado e muito disputado”, lamentou as duas substituições devido a lesões e que a equipa se tenha descontrolado emocionalmente. “Até ao 2 a 1 do Chaves tivemos oportunidades para marcar”, afirmou. O treinador da Académica também questionou a falta do VAR na II Liga, ao comentar que houve dois possíveis penaltis para a Briosa, não assinalados. Sobre o próximo duelo da sua equipa, sublinhou que é intenção de todos ir “a Mafra recuperar os três pontos perdidos hoje”.

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