All for Joomla All for Webmasters
Ensino Superior

Provas orais de alunos de Direito adiadas devido a contestação estudantil

Inês Nepomuceno

NED/AAC denuncia impossibilidade de se obter 20 valores em comunicado intitulado “Os estudantes nunca ficarão sem voz”. Alunos fazem “boicote pacífico” a prova oral de professor que descumpriu regulamentos de avaliação. Por Gabriel Rezende

O Núcleo de Estudantes de Direito da Associação Académica de Coimbra (NED/AAC) acusou o docente Victor Calvete de ter descumprido os regulamentos da Licenciatura em Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) na avaliação escrita de da disciplina Economia Política II. Neste sentido, as provas orais foram adiadas, segundo comunicações entre o docente e os alunos da disciplina. Entretanto, o período vai servir como mostra de prova aos que quiserem verificar a cotação das questões e classificação final.

Segundo o presidente do NED/AAC, Pedro Marques Dias, os estudantes entraram em contacto com a direção da FDUC, que concordou com o órgão de representação. Pedro Marques Dias declara ainda que a direção da faculdade se dispôs a pedir a Victor Calvete que as provas orais de terça-feira, 25 de junho, não tivessem lugar.

Pedro Marques Dias explica que, apesar de nenhum dos estudantes ter obtido pontuação máxima, muitos com notas superiores a sete valores viram-se prejudicados. “Poderiam ter sido aprovados na oral de passagem”, explica o presidente do NED/AAC.

Em “solidariedade aos prejudicados pela avaliação”, o NED/AAC organizou um boicote às provas orais de Economia Política II. Pedro Marques Dias apelou à participação dos estudantes na manifestação. Afirmou que o núcleo entrou em contacto com os estudantes da disciplina e tem recebido um ‘feedback’ positivo da comunidade estudantil. “O objetivo não é instaurar revolta ou violência, mas sim fazer-nos ouvir”, finalizou o presidente.

Cada uma das 75 perguntas da avaliação escrita valeria 0,26666667 valores, segundo expresso pelo docente em documento publicado na plataforma Inforestudante, o que resultaria num total de 19,5 valores. Nesse documento, a que o Jornal A Cabra teve acesso, o docente explicita ainda que a última questão “não tem resposta certa”. A justificativa é que a mesma teria a função de “aferir o grau de dificuldade da prova”, o que fez com que a nota máxima possível no exame escrito correspondesse a 19 valores.

Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra

Rua Padre António Vieira, Nº1 - 2ºPiso 3000 Coimbra

239 851 062

Seg a Sex: 14h00 - 18h00

© 2018 Jornal Universitário de Coimbra - A Cabra

To Top