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Desporto

Proposta em prol do planeamento desportivo ficou na rede

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Sugestão da Secção de Voleibol da AAC de antecipar as eleições de direção vetada pelo Conselho Fiscal. Estatutos em revisão pelo Conselho Desportivo. Por Samuel Santos

A presidente da Secção de Voleibol da Associação Académica de Coimbra (SV/AAC), Ângela Neves, informa que o orgão procurou antecipar as eleições para julho, para que o planeamento desportivo fosse facilitado. Ângela Neves lembra que a realização de eleições em setembro prejudica o trabalho da secção a que preside, como na criação de uma equipa masculina sénior, projeto idealizado em épocas anteriores mas que ainda não saiu do papel. A presidente da SV/AAC afirma que “é preciso garantir aos atletas que vão ter onde jogar”, assim como assegurar a contratação de treinadores.

No que à equipa sénior feminina diz respeito, Ângela Neves confirma que a época foi positiva, marcada pela conquista do campeonato regional. Contudo, apesar de ser um projeto de continuidade, lembra a importância de informar os técnicos sobre o futuro, dado que possuem “propostas de clubes que oferecem melhor salário”.

O secretário-geral do Conselho Desportivo da AAC, Miguel Franco, informa que a revisão dos estatutos está a ser realizada, a fim de facilitar o planeamento desportivo. Miguel Franco admite que a realização das eleições em setembro “não é positivo, pois a época já arrancou na maioria das modalidades”.

O presidente do Conselho Fiscal da AAC (CF/AAC), Francisco Costa, por sua vez, frisa que “o mês de julho é de ‘timing’ complicado”, sobretudo devido aos exames e à organização da “segunda fase de mandato do CF/AAC”. Sendo assim, considera não fazer sentido a alteração do estipulado pelos estatutos.

Francisco Costa defende que a escolha de atletas e treinadores não colide com o mês de realização das eleições. “A direção de um orgão deve, segundo os estatutos, manter a gestão do mesmo durante um período de 90 dias”, esclarece o presidente do CF/AAC. Francisco Costa garante que o presidente da Direção-Geral da AAC, Daniel Azenha, depois de tomar conhecimento de todos os dados, concordou com a decisão do Conselho Fiscal.

Apesar da entrave colocada à sua proposta, Ângela Neves afasta a possibilidade de a Secção de Voleibol “caminhar para o precipício”. Ainda assim, admite que o projeto da equipa masculina sénior corre o risco de voltar a ficar por realizar e que a realidade da secção é “muito complicada”.

A presidente da SV/AAC aponta ao desgaste e ao estado de espírito de alguns membros da direção. “O CF/AAC não se dignou a comparecer nas nossas eleições, em outubro do ano passado. A nossa tomada de posse oficial foi realizada recentemente, para cumprir calendário e evitar qualquer problema numa eventual auditoria, pelo que os membros da direção não viram reconhecido o seu estatuto de seccionista”, expôs Ângela Neves.

Por fim, a presidente da Secção de Voleibol da AAC reitera ser importante repensar as condições oferecidas para o planeamento desportivo, assim como refletir quanto à realidade das secções desportivas da AAC.

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