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Cultura

Teatrão questiona “Por onde começar” um espetáculo

Humberto Mouco

Num programa teórico-prático, Teatrão reúne antiga diretora do Teatro Nacional D. Maria II e encenador de grande produção na atualidade. ‘Masterclass’ atende ao público interessado na produção teatral. Por Gabriella Kagueyama

No próximo fim de semana, O Teatrão – Oficina Municipal de Teatro será palco para a interação de estudantes, profissionais e teóricos do teatro com grandes nomes da dramaturgia e da investigação. Tratam-se de Ricardo Neves-Neves, encenador e dramaturgo, e Maria João Brilhante, diretora do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CET-FLUL). A ‘masterclass’, que terá lugar nos dias 4 e 5 de maio, é parte de um ciclo de formação da Casa Aberta em parceria com o CET-FLUL.

Num modelo teórico-prático, as sessão pretendem desafiar o público a pensar “por onde e como começar a desenvolver um espetáculo”, explica a presidente do Teatrão, Isabel Craveiro. “Um encenador acompanhado de um investigador do teatro é o prova de que teoria e prática se coordenam e se complementam”, conclui. Apesar de se tratar de uma ‘masterclass’ direcionada aos académicos e profissionais do teatro, o espaço deste fim de semana tem carácter inclusivo. “Começar o trabalho teatral é uma questão mais aberta à participação de qualquer interessado em se envolver na produção artística”, elucida Maria João Brilhante.

O destaque da sessão está na carreira académica e profissional dos convidados. “A experiência de Ricardo Neves-Neves abrange vários campos e formas”, comunica Isabel Craveiro. Tal como a de Maria João Brilhante, que foi diretora do Teatro Nacional D. Maria II e está ligada a uma série de investigações na área do teatro, conclui a presidente do Teatrão. A sessão vai partir do trabalho de carácter prático que o encenador e dramaturgo vai fazer com o público, que vai ser acompanhado pelos comentários e realce da investigadora e diretora do CET-FLUL.

No âmbito do serviço educativo, o Teatrão desenvolve iniciativas relacionadas com a formação e a discussão do teatro há 15 anos. “É preciso mais pessoas interessadas no estudo do teatro e não só pela literatura da dramaturgia”, garante Maria João Brilhante. Alerta ainda para o facto de o teatro não ter tanta atenção da investigação académica em Portugal.

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