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Desporto

Na reta final, a Briosa luta pelo pódio

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Sem troféus para conquistar, Académica tem como foco a preparação da próxima época. Falta de investimento apontada como fator determinante para a ausência da equipa nas competições europeias. Por Sofia Gonçalves

Foi na 12ª jornada da Fase Final do Campeonato Nacional Feminino de hóquei em patins, disputada este fim-de-semana, que o Sport Lisboa e Benfica (SLB) festejou o título de campeão nacional. Contudo, a Associação Académica de Coimbra (AAC) não baixa os braços, para que seja possível assegurar, na última jornada, um lugar no pódio. A ocupar a quarta posição na tabela classificativa, a Briosa está a um ponto do terceiro colocado, o Clube Hóquei dos Carvalhos.

Numa fase inicial, o campeonato feminino divide-se em duas zonas: norte e sul. Com um total de 14 equipas a participar, são as quatro primeiras classificadas de cada área que passam à Fase Final. Com a AAC a ocupar o primeiro lugar na zona norte, a presidente da secção, Cristina de Oliveira, elogia o plantel constituído por “jovens atletas, duas das quais integram a seleção nacional”. Considera ainda os restantes elementos da equipa “raparigas dedicadas”, que se esforçam para “ficar bem classificadas”.

A assumir o comando da Briosa desde meados de abril, o treinador, Carlos Fernandes, afirma que, apesar do objetivo traçado para esta temporada, ser campeão, não estar ao alcance das estudantes, o foco da equipa “passa pela concentração na época que se aproxima”. Desde que chegou para orientar a AAC, Carlos Fernandes conta que a preparação para o futuro “serviu para motivar e dar algum estímulo extra à equipa”.

Com o campeonato conquistado pelo SLB, a Académica reflete sobre o que foi determinante durante a fase final. É com alguma indignação que Cristina de Oliveira revela “desprezo por parte de quem poderia melhorar as infraestruturas onde se treina”. Uma vez que “não existem espaços efetivos para a prática da modalidade”, a presidente salienta o orçamento da secção que “é curto e não chega para as necessidades primárias”. Também defensor da falta de investimento, o treinador realça o “desnível entre as equipas em competição”, dado que “é em função disso que se conseguem resultados”.

Sem mais nenhum troféu em jogo, resta refletir sobre o futuro da Académica. À espera de um futuro mais propício para a equipa, Cristina de Oliveira transparece a sua vontade de ingressar numa competição europeia. “Entristece-me que atletas com a qualidade das nossas não possam ter essa oportunidade”, declara frustrada pela falta de dinheiro na secção. “Não temos orçamento para pagar a deslocação da equipa”, acrescenta a presidente, que finaliza ao alegar que “seria importante para a AAC e para o hóquei feminino”.

Por outro lado, a presidente expressa o seu desejo em “manter o mesmo nível competitivo”, para que, na próxima época, possam fazer “mais e melhor”. Já Carlos Fernandes pretende que a Académica consiga “o que ainda não conseguiu, que é um título nacional”.

A uma jornada do fim, Carlos Fernandes acredita que “o objetivo é jogar melhor e com mais atitude”, o que serve para preparar a próxima época e não “estar no desleixo”. Já a presidente declara que as atletas “têm lutado em todos os pontos possíveis” e, no jogo do próximo domingo frente ao Clube Atlético de Campo de Ourique, as jogadoras “darão o seu melhor”.

Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra

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