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Cultura

Memória da Crise de 69 exposta nas paredes do Convento São Francisco

Mariana Rosa

Fotografias e projeções ilustram os locais onde surgiram as revoltas estudantis. Exposição pretende refletir sobre o papel dos jovens nas causas de hoje. Por Vasco Borges e Mariana Rosa

Recuperar as memórias subterrâneas dos locais de Coimbra associados a movimentos de oposição ao Estado Novo é o mote do projeto fotográfico “Memorial de uma inscrição”, de Virgílio Ferreira. Inserido no Ciclo “Somos Livres”, a instalação vai estar no Convento São Francisco a partir de hoje e até 30 de junho.

É ao lado do auditório principal do Convento São Francisco que está a sala estreita que serve de local para a instalação do fotógrafo portuense. Logo à entrada, o público depara-se com uma projeção de dois metros da estátua de D. Dinis, fotografada de costas e com a cabeça posicionada de forma diferente da habitual.

Segue-se um corredor onde, do lado esquerdo, veêm-se vários sítios visitados por Virgílio Ferreira. Do lado direito, estão as fotografias de locais habitualmente ligados à Crise Académica de 1969, sob as quais incidem projeções de pequenos vídeos, que remetem para simbolismos escolhidos pelo autor. Uma sala pequena, mas cheia de história, com imagens da memória deixada pelos antigos estudantes. 

A exposição pretende promover a reflexão sobre os lugares da cidade que contam histórias sobre os movimentos de oposição política e cultural entre os anos 50 e 70. Os locais dividem-se entre os que estão ligados à memória coletiva da crise de 69 – como a Associação Académica de Coimbra, o Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra (UC) ou a Praça da República – e aqueles que normalmente não são celebrados pela história. Assim, é dada atenção aos lugares de conspiração, onde a revolta foi preparada e que guardam memórias mais íntimas, como algumas repúblicas de Coimbra, o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e o Teatro dos Estudantes da UC.

O ciclo, promovido em parceria com a Câmara Municipal de Coimbra e o Convento São Francisco, pretende também pensar o papel dos jovens na retenção da herança e naquelas que são as causas que os podem mover no futuro.

Fotografias: Mariana Rosa

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