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Desporto

Dez anos depois, título nacional regressa aos Olivais

Fotografia gentilmente cedida pelo Olivais FC

Terceira liga no palmarés do clube como motivação para evoluir no futuro. Adversidades e ambição postas à prova na competição. Adeptos vistos como o pilar estruturante da conquista. Por Sofia Gonçalves

O Olivais Futebol Clube sagrou-se campeão nacional de basquetebol feminino, no passado sábado, somando o quarto título na história do clube. No segundo jogo a contar para a final dos ‘playoffs’, a equipa conimbricense venceu a Quinta dos Lombos por 80-70, no Pavilhão Engenheiro Augusto Correia.

A competição aos olhos de quem a conhece

Para os menos aficionados da modalidade, o ‘coach’ Eugénio Rodrigues conta como se compõe a Liga Feminina, formada este ano por doze equipas. Numa primeira fase, disputam um lugar na tabela onde, para os ‘playoffs’, ficam apuradas as oito primeiras. “Retiram-se duas equipas, que descem de divisão, e outras duas, que não prosseguem na competição”, explica o técnico.

A partir desse ponto, os ‘playoffs’ dividem-se em três etapas: quartos de final, meias-finais e final. Após selecionadas, as equipas jogam os quartos de final através de um “esquema cruzado”, indica Eugénio Rodrigues. “Na teoria, o primeiro classificado joga contra o oitavo, o segundo contra o sétimo, etc”, exemplifica. Depois, entre os apurados dos quatro jogos, realizam-se as meias-finais, e decidem-se os “vencedores que se vão confrontar na final para o título”.

“Os playoffs são decididos em detalhes”

Com o Olivais a ocupar o primeiro lugar na tabela classificativa, o acesso aos ‘playoffs’ estava garantido. O ‘coach’ afirma que foi essencial “pensar jogo a jogo”, sem nunca esquecer o “foco em todo o trabalho feito”. Numa competição equilibrada, com um curto período de preparação, a estratégia passava por “planificar detalhes para vencer”, dado que, segundo o técnico, “todas as equipas já se conhecem muito bem”.

Ao longo do campeonato, Eugénio Rodrigues apresenta a dimensão do plantel como uma das maiores adversidades, onde diz ser “complicado jogar oito meses com tão poucas atletas”. Assegura ainda que o problema poderia ser solucionado, caso o orçamento do clube fosse um “bocadinho maior, para poder trazer mais jogadoras”.

“Sangue, suor e lágrimas que valeu por nós e por eles”

Na reta final de um campeonato “longo e intenso”, o técnico sente o seu esforço compensado. Foi a conquista de um feito atingido pela equipa que “esteve diretamente envolvida”, pelo clube e pelos adeptos que “reviveram as conquistas e glórias do passado”, justifica.

O diretor do clube dos Olivais, Jaime Silva, relembra que os adeptos são uma figura “essencial” no decorrer dos jogos. “Nota-se que a equipa reage e solicita o apoio incansável”, adiciona. Jaime Silva aponta ainda a massa adepta como uma “vantagem incomensurável”, onde até equipa técnica ficou “entusiasmada face à assistência em delírio.” Já o ‘coach’ assegura que, sem os adeptos, “não teriam conseguido dar a volta e chegar ao fim” numa fase em que “a equipa estava desgastada e havia jogadoras a jogar condicionadas”.

Com o terceiro campeonato no palmarés, o Olivais é a entidade a quem Eugénio Rodrigues dedica a conquista da Liga. Desde os atletas e ‘staff’ aos adeptos, o técnico denota o orgulho que sente por integrar um “emblema histórico no basquetebol português” junto de “gentes que fazem mexer o clube”.

“Mais responsabilidades para os tempos que vêm”

Com os olhos postos no futuro, o ‘coach’ realça a importância da “ambição e evolução”, uma vez que “é a obrigação do clube”. Jaime Silva confia na formação dos Olivais para manterem “os bons resultados” que são fruto do “trabalho de muitos anos”. A nível nacional, Eugénio Rodrigues pretende continuar esta “dinâmica de vitórias e conquistas” para que, deste modo, se espalhe pela formação. “Não faz sentido se não houver retorno nos mais jovens”, finaliza.

A influência do desporto num panorama negligente Num ponto de vista mais crítico, o diretor do clube condena a falta de consciência na sociedade, em relação ao desporto. Para Jaime Silva, apesar do diploma ser algo importante na formação de um cidadão, “o desporto e as atividades culturais são essenciais no desenvolvimento dos jovens”. Crê ainda que se trata de “um país onde o desporto escolar é pouco organizado”. Com alguma frustração, termina ao afirmar que “o próprio Ministério da Educação precisa de ter consciência e apoiar o desporto”.

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