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Desporto

De batalha em batalha pelo rumo ao bronze

Fotografia gentilmente cedida pela Secção de Judo da Associação Académica de Coimbra

Judoca Catarina Costa destaca-se ao arrecadar medalha de bronze. Alcança o 14º lugar no ranking mundial, com os Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 cada vez mais próximos. Por Inês Casal Ribeiro

A atleta de 22 anos, estudante do 4º ano na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, competiu no passado fim-de-semana, no Grand Slam de Baku. Entrou em combate com uma lesão e sem um mês de treino e obteve, mesmo assim, a medalha de bronze.

A academista participou em dois estágios de elevada intensidade para se preparar e recuperar da lesão. Embora não tenha sido a sua melhor ‘performance’, admite que “não esteve longe disso”. “Foi bom ter regressado ao pódio”, confessa. Esclarece que a sua categoria dos 48kg é “muito competitiva”, mas que fora do tapete, o apoio entre os vários colegas da secção “ajuda nos momentos decisivos”.

Catarina Costa sentiu que esteve superior e “conseguiu dominar o seu primeiro combate”, ao derrotar a “forte” judoca brasileira, Natália Brígida, número 20 do ranking. Nos quartos de final seguiu-se a sérvia Milica Nikolic, top dez a nível mundial, num combate bastante equilibrado e onde a conimbricense “apresentou o seu melhor desempenho”. Na meia-final, a espanhola Martinez Abelenda, mesmo com uma desvantagem de dois castigos, superiorizou-se e levou a academista pela luta ao bronze. No último combate, Catarina Costa reitera que “entrou motivada e marcou desde o início alguma vantagem”, acabando por vencer a brasileira Gabriela Chibana.

A judoca encontra-se em apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. O apuramento realiza-se em dois anos: desde maio de 2018 até maio de 2019, os cinco melhores resultados equivalem a 50% do processo e, numa segunda fase, até maio de 2020, os cinco melhores contam 100%. A desportista da AAC terminou o primeiro ano com cinco bons resultados e com expectativas para um resultado positivo na competição internacional que se avizinha. “O apuramento é longo e ainda falta um último ano onde os pontos contam a 100%”, lembra.

A atleta enfatiza que a Académica sempre foi o clube do seu coração e que é “um orgulho enorme poder representá-la”. Acrescenta que é muito especial sentir o carinho, não só pelas pessoas do seu clube, como por todas as restantes secções que compõem a AAC. Conclui que poderia ter ido até à final, mas que “devido aos acontecimentos passados e aos combates difíceis” que defrontou está satisfeita com a medalha de bronze.

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