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Desporto

Uma Páscoa Estudantil sem direito a Ressurreição

Resultado nulo castigou inexistência atacante. Briosa vê cada vez mais distante a subida de divisão. Texto e fotografias por Júlia Fernandes, Carolina d’Oliveira e Inês Casal Ribeiro.

Num sábado quente de primavera, o Calhabé acolheu a 30ª jornada da Ledman LigaPro, numa partida entre Académica e Mafra. Apenas 2014 adeptos marcaram presença, número abaixo do habitual num jogo que ambicionava ser decisivo, dado que, uma hora antes, o Famalicão havia iniciado o seu confronto com o Benfica B. Uma derrota da equipa famalicense, que não veio a suceder, teria dado um outro alento aos estudantes na perseguição do sonho da subida.

Os estudantes entraram em campo com as capas negras sobre os ombros, de forma a recordar e homenagear a crise académica de 1969. De seguida, as duas formações prestaram um minuto de silêncio às vítimas do acidente sucedido, esta semana, na Madeira.  O treinador da Académica, João Alves, fez alterações no onze inicial em relação ao confronto da última jornada, contra o Famalicão. No lugar de Brendon, na linha defensiva, optou por colocar Nélson Pedroso, arrastando Mike para a sua posição original de lateral direito. No meio campo, houve um maior número de substituições. Jonathan Toro e Ricardo Dias deram lugar a Ki e a Reko, de forma respetiva. Na frente, o Djoussé sentou no banco o melhor marcador da Académica, Hugo Almeida. 

Na primeira parte do jogo assistiram-se a momentos de agressividade por ambas as equipas. A Briosa mostrou-se ofensiva logo nos primeiros cinco minutos com o Djoussé e Reko a criarem oportunidades de golo, ainda que sem sucesso. Não tardou muito até o Mafra tentar responder com um remate do ex-academista Zé Tiago, mas, no entanto, o marcador continuou a zero.

Aos 23 minutos surgiu o primeiro contratempo na táctica esboçada por João Alves. O técnico viu-se forçado a mexer na partida, metendo em campo Jonathan Toro para o lugar de Djoussé, que havia sofrido uma entrada dura minutos antes, um período marcado por uma dureza excessiva por parte dos forasteiros. A equipa visitante aproveitou então alguma fragilidade dos estudantes para testar a atenção do Ricardo Moura, que se estirou, numa defesa quase por reflexo, a um cabeceamento de um homem do Mafra, que levava selo de golo. O tempo restante dos primeiros 45 minutos trouxe mais do mesmo, uma partida dura e dividida em termos de posse de bola, mas que viria a ficar marcada pela amostragem de apenas dois cartões amarelos, para Yuri Matias e Zé Castro, pelo árbitro José Rodrigues.

No começo da segunda parte, sentiu-se uma Académica desmotivada perante o resultado que vinha do Seixal, onde o Famalicão acabava de ganhar por 1-3. À procura de uma melhor performance da equipa, João Alves coloca Hugo Almeida em campo, no lugar de Ki. O ponta-de-lança português começou a dar trabalho à defensiva forasteira, ganhando bolas nas alturas. Sentindo que esse maior ímpeto atacante dos estudantes, Nuno Capucho resolveu aproveitar para também refrescar a sua frente de ataque, por forma a surpreender os homens da casa na transição. Assim, Vinicius Tanque, Pedro Ferreira e Gonçalo Abreu foram as suas escolhas para ocuparem o lugar de Flávio Silva, Bruninho e Rui Pereira, respetivamente. João Alves fechou as alterações, fazendo entrar Marinho para substituir Traquina, naquela que foi a sua 17ª partida a partir do banco de suplentes.

Depois de todas as substituições, as equipas continuaram a lutar, até o fim, pela oportunidade de golo, apesar de as tentativas terem sido inofensivas. Acabou o Mafra melhor do que a Académica, com dois remates perigosos, o último dos quais por Pedro Ferreira. O nulo castigou uma Académica inoperante, acabando com o sonho de voltar à I Liga, ao ver a distância para o Famalicão aumentar para dez pontos.

Em conferência de imprensa, o treinador do Mafra, Nuno Capucho, declarou que “foi um jogo difícil, contra uma equipa que joga bem e está bem organizada”. Apesar de um sentimento amargo pelo resultado, que aceita, o antigo internacional português disse sair orgulhoso e satisfeito com os seus jogadores, que “batalharam e jogaram”. O treinador admite que sabia do risco ao aceitar treinar o Mafra e que o importante é “fazer com que a equipa sinta que pode render mais, pois todo resultado é possível”. O treinador da equipa da casa, João Alves, confessou que a lesão de Djoussé alterou a estratégia do jogo e que a equipa “não jogou tão bem quanto o habitual”. Enfatizou que os jogadores vão tentar dignificar a camisola e procurar a melhor classificação possível, dentro do que falta jogar e elogiou a prestação de Ki e Nélson Pedroso na partida. Confrontado com a possibilidade de continuar para a próxima época, João Alves respondeu que ainda não se tinha debruçado sobre o assunto.

A Académica volta a entrar em campo para a 31ª jornada no dia 27 de abril, no Estádio do Mar, contra o Leixões.

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