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Cidade

“Mapa-Ação”: onde Há Baixa pode haver Gulbenkian

Stephanie Paixão

Estudo da Baixa de Coimbra por parte dos estudantes como objetivo do projeto. Fraca vertente prática nos métodos escolares é uma preocupação do coletivo Há Baixa. Por Maria Salvador

Foi lançado em maio do ano passado, pela Fundação Calouste Gulbenkian, o concurso para a criação de Academias Gulbenkian do Conhecimento. A promoção de competências que permitam aos jovens de hoje enfrentar um futuro em rápida mudança é a principal finalidade do programa.

Criado pela perceção de que faltava uma aproximação à prática no ato de ensinar, o coletivo Há Baixa tem como base a ideia de “praticar, ajudar e aprender em simultâneo”, revela Sérgio Rebelo, um dos membros. Por considerar que os objetivos do concurso eram semelhantes aos seus, o coletivo submeteu o seu projeto “Mapa-Ação”, direcionado a estudantes universitários até aos 25 anos.

Destinado a desenvolver a comunicação e, por consequência, o pensamento critico, através da prática, o projeto pretende elaborar “um processo de mapeamento participado da Baixa de Coimbra, que vai permitir estudar os seus problemas”, explica o membro do coletivo. A elaboração deste mapa será conseguida através da criação de um objeto prático que vai atuar como canal de comunicação entre os participantes e a comunidade.

A sua metodologia divide-se em três fases. A primeira, como esclarece Sérgio Rebelo, consiste na aproximação dos alunos à Baixa, na qual estes começam a compreender as características desta zona da cidade. A partir daí “desenvolve-se um projeto pela prática”, isto é, cria-se o objeto que vai permitir aos participantes realizar mapeamento sustentável da Baixa. Na última fase, os alunos vão abordar a comunidade para que o mapa possa ser concretizado.

A possibilidade de desenvolvimento de características pouco trabalhadas nas escolas, como a comunicação, o pensamento criativo, a resiliência, é, segundo o membro do coletivo Há Baixa, algo que torna as Academias Gulbenkian do Conhecimento muito relevantes na sociedade atual. “Possibilita explorar novas metodologias de educação atípicas que fomentam um desenvolvimento sustentável dessas características”, acrescenta.

O projeto conta com os apoios da Reitoria da Universidade de Coimbra (UC), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, dos Departamentos de Informática e Arquitetura , da Câmara Municipal de Coimbra e das interfreguesias da Sé Nova, São Bartolomeu, Almedina e Santa Cruz. O projeto encontra-se a votação no site da Fundação Calouste Gulbenkian até dia oito de maio.

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