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Cultura

“Make Rock Great Again” ao som dos Lazy Eye Society

Fotografia gentilmente cedida por Bernardo Limas

Após o lançamento do single “Fly Monkey Fly”, os Lazy Eye Society lançaram hoje o seu primeiro LP “The Tales of The Brave Monkey”. O grupo de ‘rock’ criado numa aula de economia, vai apresentar o seu projeto no próximo dia 10 de abril no Salão Brasil, em Coimbra. Por Diogo Machado

É com uma postura descontraída que Bernardo Rocha, vocalista do grupo, e Nuno Silva, guitarrista, conversam na sala de redação do Jornal Universitário de Coimbra, A Cabra. Só faltou o baixista Diogo Rocha para o grupo estar completo. Todos os membros da banda estudaram cá, em Coimbra, mas as origens vão de Aveiro a Barcelos.

Como é que começa este projeto?

(Bernardo) Começou em 2014. Nós neste momento somos três elementos e estamos acompanhados por um grande amigo e o nosso produtor, Bernardo Limas. Depois durante os concertos temos dois bateristas, o Cristiano e o Rúben, que nos vão acompanhar na tour. Nós começámos precisamente, eu e o Nuno, numa aula de economia (risos). Acredita, é verdade.

(Nuno) Começámos a discutir sobre gamas de guitarra. Foi aí que nos conhecemos e foi aí que surgiu o projeto, que já teve muitas metamorfoses até agora.

Já tiveram outros membros no grupo?

(B) Sim, nós já tivemos alguns elementos que acabaram por sair por opção, por circunstancias de vida que não permitiam a continuidade. Nós sempre respeitámos e damo-nos bem com todos.

(N) O primeiro que saiu foi o Filipe Veríssimo, o nosso primeiro baixista, depois o Francisco Nunes, guitarrista, e agora por último o Hugo Santos que era o baterista.

Quais são as vossas inspirações na música?

(N) Na gravação do álbum fomos muito influenciados foi pelo Makoto, o baixista dos Paus. Foi ele que nos ajudou a ter uma ideia menos quadrada da música e ajudou-nos muito no processo de gravação deste primeiro grande projeto.

(B) Eu acho que nós como músicos e como artistas somos sempre influenciados pelos nossos gostos musicais. Estes também evoluem e mudam. Acho que se nota uma diferença muito grande do nosso EP de 2017 para este álbum. Já temos uma perspetiva musical muito mais apurada e com vários estilos, desde os clássicos do ‘rock’, até às  bandas de ‘rock’ alternativo e mais recentemente de ‘stoner’.

O vosso lema é “Make Rock Great Again”. Acham que é preciso alguma mudança no ‘rock’?

(B) Essa foi uma brincadeira engraçada por parte do nosso produtor, o Bernardo Limas. É dar um toque de sátira a esse ‘slogan’ e dar um enfâse ao nosso projeto de ‘rock’. Não é que o ‘rock’ volte a dominar seja o que for. Simplesmente é uma tentativa de explicar que o nosso projeto se enquadra no género e que vale a pena ouvir. É apenas conteúdo artístico que está presente.

Hoje saiu o vosso primeiro LP de estúdio. O que é que podemos esperar?

(N) Vamos ter quatro datas em estilo de aquecimento, com a primeira atuação já no dia dez no Salão Brasil. Faz todo o sentido começarmos em Coimbra porque foi também aqui que tudo começou. Dia 17 temos o Capitólio em Lisboa e dia 18 estamos no Teatro Sá da Bandeira.

Agora que passaram de um EP, algo mais pequeno, para um álbum, querem continuar por esta via? Ou acham que os EP são projetos mais pessoais, ou às vezes até necessários?

(N) Eu acho que não, eu acho que o álbum é diferente. Um EP, tanto para mim como para o Bernardo, é algo muito pessoal e trabalhoso. Ainda assim deu-nos mais trabalho a fazer o álbum, porque era preciso ter uma estrutura, algo que tivemos de aprender pois não tínhamos essa noção. Fomos a Lisboa, para um dos melhores estúdios do país gravar e saímos de lá com muitos ensinamentos. Um EP é uma coisa mais pequena, apesar de o nosso álbum não ser muito longo. Nós estamos a gostar desta ideia de trabalhar num conceito de álbum. Por muito curto que seja, as nossas ideias estão lá todas expressas. Por exemplo, este projeto é muito conceptual, chama-se “Tales of The Brave Monkey” e representa um certo conceito. Possivelmente no futuro vamos ter outro que represente as nossas ideias.

(B) Por outro lado, um EP acaba por ser uma coletânea de músicas que podem não ter encadeamento entre si. O que nos motiva de momento como banda é a procura de conceitos e de mensagens artísticas.

Quais são os vossos sonhos daqui para a frente?

(N) Tocar, sempre foi esse o sonho.

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