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Desporto

[II Liga] AAC vs Mafra – os estudantes, um a um

No jogo em que foi tudo para o badagaio, este Um a um está repleto de referências ao passado recente da Briosa. Desde um jogador que agora milita no Oleiros a um regresso do nosso D. Sebastião. Paulo Sérgio Santos aproveitou, ainda, para analisar a prestação dos estudantes na ll Liga. Fotografia por Inês Ribeiro

Ricardo Moura – 6

Brilhou aos 39 minutos, quando se estirou para a sua esquerda e evitou aquele que poderia ter sido o primeiro golo da partida. Fora isso, limitou-se a suar o equipamento enquanto aquecia, de forma dupla, e pensava se um calor veranil a 20 de abril é algo normal ou se Trump é mesmo burro.

Mike – 5

Bem-vindo, caro Mike Moura, de volta à ala direita. No início da partida, pensei que era um ultraje, ainda para mais por causa de um senhor chamado Nélson Pedroso. Depois pensei que raio se estava a passar com o nosso Mike, constantemente papado pelo 8 do Mafra. Bom jogador, refleti. Fui ver à ficha de jogo, enquanto Mike era ultrapassado novamente por um mini Iniesta. Fazia-me lembrar um jogador nosso, da época passada. Zé qualquer coisa. Lá estava, Zé Tiago.

Nélson Pedroso – 6

Quase finda a segunda época, chega o momento de tirar o chapéu e admitir que, no verão de 2017, contratámos um brilhante lateral esquerdo, pondo de lado um pequeno ódio de estimação que sempre aqui tivemos por ele. Demorou dois anos, mas chegou. Não que tenha havido uma exibição luxuriante; contudo, correu, dobrou, não foi incessantemente ultrapassado por meia equipa mafrense e ainda fez uns passes interessantes com a parte de fora da bota. Onde andaste tu, Nélson?

Zé Castro – 4 ou 5

Introduza-se alguma interatividade. Quem considerar que José Eduardo Rosa Vale de Castro não jogou patavina, falhou passes a torto e a direito e outras coisas que tal, escolha 4. Quem se sentir benevolente neste fim-de-semana pascal, com vontade de amar o próximo, de lhe dar alguma motivação, dê-lhe 5. Mais do que isso, não sei, já é gozar um pouco com a malta.

Yuri Matias – 5

Longe vai o tempo em que se augurava um grande futuro, uma transferência por milhões. Creio que se estava na primeira época dele na Briosa, a primeira também do regresso ao inferno da II Liga. Já aqui escrevi, no jogo anterior, que tem características interessantes, humanas e futebolísticas, mas começam a ser mais os jogos em que desilude. Pode ser de estarmos em final de época e de ter ido tudo para o badagaio hoje.

Fernando Alexandre – 4

Fernando, amigo, tudo chega a um fim. Empregos, férias, ordenados, Game of Thrones, carreiras futebolísticas. Uma miríade de possibilidades. Diz-me que estou enganado em relação à última, que tenho saudades do distribuidor de lenha, que hoje deu lugar a uma espécie de velhote a arrastar-se sem a sua bengala (leia-se Ricardo Dias). E dei por mim a pensar no Jimmy. Sabem onde está? ARC Oleiros.

Reko – 5

Talvez o pior jogo que já vimos dele. Continua a deslumbrar-nos com aquela energia de coelhinho (referência pascal) da Duracel, aquele pulsar de Rottweiler, a garra que gostamos de ver. Só que hoje, rodeado por todo um oceano de inconsequência, deixou-se ir.

Traquina – 5

Só para que saibam, a coisa estava tão má na sua cabeça, que quis sair na substituição anterior, farto que já estava da nulidade que se passou em campo. E não, não me refiro apenas ao resultado.

Ki – 4

Malta, sejamos honestos connosco próprios. Aplaudir um jogador que acabou de fazer um passe como se ele tivesse acabado de fazer a oitava maravilha do mundo, não abona a favor de quem quer que seja. Muito menos daquele pequeno tipo sul-coreano, que assim se convence que algum dia será jogador de futebol a sério. O Jimmy, que jogava melhor que ele, muito melhor, está no ARC Oleiros.

Pensem assim, se ainda não vos convenci. Alguém vos aplaude por não terem um acidente de carro? Não, é suposto não terem. Por entregarem o IRS? Nope. Estão a ver a lógica?

Romário Baldé – 5

O meu avô ter-me-ia dito que se a baliza do Mafra, aquela maldita do topo do Alma, não se tivesse mexido para a direita aos 60 minutos, o Romário teria sido o homem do jogo. Acredito que sim. #$!&%* da baliza, pá!

Djoussé – –

Arrancada atabalhoada do costume, 1.

Lesionado na sequência da arrancada atabalhoada do costume, -1.

That simple.

Jonathan Toro – 5

Duas oportunidades clamorosas falhadas. Tenho pena que a melhor exibição que o vi fazer no Calhabé tenha sido com a camisola do Varzim.

Hugo Almeida – 2

Duas bolas ganhas de cabeça. E foi isso.

Marinho – 2

17 jogos esta época a começar do banco. Cada vez que ele corre da linha lateral para o banco, as bancadas vão abaixo. É o nosso D. Sebastião. O problema é que raramente está nevoeiro.

João Alves – 6

Já é complicado fazer mais do que, como disse, lançar alguns jogadores nestes próximos conjuntos de 90 minutos que ainda restam. Foi uma lufada de ar fresco, apesar de considerar que nunca se fixou num mesmo onze, havia sempre alguma alteração a fazer, qualquer que fosse a razão. Fico com a curiosidade de saber como teria sido com um plantel seu, desde Julho até agora.

Académica – ?

Dê-se a nota que se quiser dar. De praticamente três épocas e algumas dezenas de jogos a escrever estas críticas, a ideia que fica é que as épocas não são planeadas ou quem comanda o clube não é grande fã de transparência, seja por que razão for. Refiro-me a discutir-se abertamente durações de contratos, por exemplo. De falar de cláusulas de rescisão; se existem, se estão firmadas, qual é o grande segredo? Uma Académica que queira subir não pode começar a preparar épocas em Junho. E essa é a ideia que tem ficado, mais grave ainda por 2019 ser ano de eleições.

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