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Ensino Superior

Dia do Antigo Estudante e Tomada da Bastilha II assinalado pela UC

Maria Monteiro

Marco histórico para a universidade foi comemorado com diversas atividades. Gala final no TAGV integrada na 21ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Por Leonor Garrido e Maria Monteiro

No dia quatro de abril de 1954 aconteceu em Coimbra uma revolução, que acabou por originar o atual edifício da Associação Académica de Coimbra (AAC) e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV). Ontem, quinta-feira, dia quatro de abril, comemorou-se o Dia do Antigo Estudante de Coimbra e o 65º aniversário da Tomada da Bastilha II.

Segundo o único sobrevivente presente do momento histórico e antigo aluno e professor da Universidade de Coimbra (UC), Polybio Serra e Silva, a revolta é algo “que interessa preservar e recordar para sempre”. Para o antigo professor, “a ação reivindicativa dos dirigentes de 1954 foi um passo determinante para a consolidação da maior e mais prestigiada associação estudantil do país”.

O dia começou com uma missa na capela de São Miguel e com a “clássica fotografia nas escadarias de Minerva”, conta Polybio Serra e Silva. À tarde, as comemorações foram marcadas pela inauguração da placa alusiva ao 65 anos da Tomada da Bastilha II, para celebrar o “marco histórico” que esta constituiu para o edifício da AAC.

A gala do Antigo Estudante de Coimbra, no TAGV começou com muita movimentação e expectativa dos antigos estudantes se juntaram no final do dia. A abertura da cerimónia, integrada na 21ªSemana Cultural da UC, contou com um discurso emocionado do único sobrevivente da revolta e com o pedido de uma salva de palmas “em vez de um minuto de silêncio” pelos participantes já falecidos.

O espetáculo seguiu com a atuação do Coro Alma de Coimbra, constituído por atuais e antigos alunos da UC. O maestro Augusto Mesquita guiou os membros do coro por temas de poetas, autores e intérpretes portugueses ou de língua portuguesa. A cerimónia continuou com a entrega do prémio à excelência ao projeto de António Quaresma, que vai trazer uma iniciativa de estadia inovadora ao Largo da Portagem.

Após um curto intervalo, Polybio Serra e Silva apresentou a tuna da qual, “em menino e moço”, fez parte, a orquestra da Tuna Académica da Universidade de Coimbra (TAUC). A inclusão de temas conhecidos do rock português no repertório animou os espectadores. A orquestra despediu-se com a “Balada de Coimbra”, e abriu lugar para um momento de solidariedade com doações e a intervenção de Maria Patrocínio Grilo, representante da instituição Acreditar- Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. O último momento musical da noite foi uma serenata proporcionada por vários dos atuais e antigos estudantes da UC.

A comemoração deste dia é de extrema importância para “frisar uma história de luta e conquistas“, segundo Polybio Serra e Silva. “A importância estrutural que hoje o edifício tem para a cultura, o desporto e para a intervenção cívica e política da AAC é inquestionável”, declara o antigo estudante. Acrescenta que “mais que o espaço físico, a Tomada da Bastilha simbolizou a conquista do espaço político dos estudantes na academia e fora dela”.

Fotografias por Maria Monteiro

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