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Ciência & Tecnologia

Década do ICNAS apresenta ciclotrão inovador

Rita Fonseca

Investigação e desenvolvimento do equipamento partiu da UC. Deteção de tumores pode ser facilitada.  Por Patrícia Silva

A Universidade de Coimbra (UC) destaca-se a nível mundial, em parceria com a IBA (Ion Beam Applications), com a criação de um ciclotrão inovador. Este equipamento foi inaugurado no panorama das festividades do 10º aniversário do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC, que contou com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Trata-se de “um acelerador de partículas, utilizado para fazer a produção de isótopos” – átomos de um mesmo elemento químico com a mesma quantidade de protões, mas diferenciados no número de massa. Quem o explica é o diretor do ICNAS, Antero Abrunhosa. Clarifica que esses isótopos “têm interesse para a elaboração de exames médicos, como a tomografia por emissão de positrões (PET)”, mais utilizados na área da oncologia, cardiologia e nas neurociências.  Os isótopos são “incorporados em moléculas, formam os radiofármacos” e permitem ao tomógrafo detectar e localizar tumores. 

A importância desta máquina prende-se com a curta longevidade dos radiofármacos. “Têm um prazo de vida muito curto, tendo de ser usados nos minutos ou nas poucas horas a seguir à sua produção”, informa Antero Abrunhosa. Desta forma, “deve haver uma rede de distribuição para que os exames possam ser feitos”, reitera. Desse modo, a localização geográfica de Coimbra era “espetacular” para esse efeito, revela. “Está no centro e a duas horas de todos os hospitais que fazem estes exames (PET)”, confessa Antero Abrunhosa.  

Teve hoje início a distribuição dos produtos do ciclotrão. “O que chegou aos hospitais já é o fruto do novo equipamento”, afirma. Descreve-o como “uma espécie de frasco com um líquido lá dentro, que se injeta antes da realização do exame”.  

O diretor do instituto considera que um dos maiores problemas em Portugal é a “falta de patentes”. Essas patentes servem não só para aumentar o reconhecimento mundial da universidade, como para “trazer mais dinheiro para a investigação”, conclui.  

O projeto surge de uma parceria entre a UC e o IBA, líder europeu no comércio de ciclotrões. Partiu de um investimento de dois milhões de euros, dividido de igual forma entre as duas entidades.

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