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Ensino Superior

Realidades [in]questionáveis debatidas na FPCEUC

Gentilmente cedida pelo NEFPCESS/AAC

Evento reúne especialistas de diversas áreas em discussão de temas da agenda mediática. Várias atividades dinamizadas ao longo dos três dias, desde a nutrição ao marketing. Por Leonor Garrido e Sofia Gonçalves

Nesta terça-feira, dia 12 de março, arrancaram as XXIX Jornadas Transdisciplinares, que duram até dia 14 deste mês, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação e da Universidade de Coimbra (FPCEUC). “Realidade [In]questionável” foi o ‘slogan’ escolhido para esta edição.

A coordenadora das Jornadas Transdisciplinares do Núcleo de Estudantes de Psicologia e Ciências da Educação e de Serviço Social da Associação Académica de Coimbra (NEPCESS/AAC), Inês Agostinho, explana as razões do tema. “Queríamos que os estudantes pensassem nos temas que são tidos como polémicos e temáticas que, muitas vezes, não são discutidos e as pessoas aceitam”, declara. Acrescenta que “mitos e ideias pré-concebidas devem ser discutidas entre os estudantes, pois são o futuro do país”.

Ao longo dos anos, a adesão tem sido constante. No entanto, a coordenadora das Jornadas Transdisciplinares da FPCEUC revela que têm sido mais reconhecidos e têm abrangido mais faculdades. O número de pessoas envolvidas na iniciativa ronda os 40 elementos, onde estão incluídos os membros e a direção do NEPCESS/AAC.

A escolha dos oradores convidados baseou-se numa “procura de especialistas nas áreas e de quem conseguiria ter uma posição neutra e avaliar e discutir o tema”, declarou Inês Agostinho.

As participantes, Marta e Mariana Pais, gémeas e estudantes de Engenharia Biomédica da Faculdade de Ciências e Tecnologias da UC, decidiram ingressar no evento porque ambas consideram nutrição um tema interessante. Face a iniciativas privadas, apreciam o facto de os oradores estarem presentes em eventos deste cariz, “por um preço mais acessível”.

Dinâmica social sobre a violência doméstica, apresentada durante o almoço. Imagem gentilmente cedida pelo NEFPCESS/AAC

A verdade sobre “mitos à mesa”
Com Hugo Amado, nutricionista, e Carolina Reis, enfermeira, realizou-se a palestra “Mitos à mesa”, na Sala dos Claustros. Os oradores procuraram desmistificar a questão da alimentação e as curiosidades que nos chegam, pela Internet. Alguns dos principais temas que abordaram tencionaram dar resposta a como filtrar informação verdadeira e como cada pessoa pode adequar o exercício físico e dieta alimentar ao seu próprio corpo. Além de abordar as expectativas, consideradas falsas, do que é saudável, houve ainda tempo de ouvir perspetivas de alguns participantes e algumas dúvidas.

Inês Agostinho afirma que “há muita proliferação no ‘Instagram’ de dietas e do que devemos ou não fazer”, o que resulta numa necessidade de seguir o estilo de vida de uma determinada pessoa, quando estas questões dependem de cada um. Acrescenta que a palestra é importante porque “é preciso informar as pessoas e mostrar-lhes o impacto psicológico e o desgaste que estes temas podem provocar”.

“Vamos fazer as pazes com o Marketing?”
Carlos Oliveira Santos, pioneiro no estudo do ‘marketing’ social em Portugal, dinamizou um ‘workshop’ que gira em torno da evolução do comércio e do mercado. No espaço designado à atividade, Carlos Oliveira Santos esclareceu as formas de atuação do ‘marketing’ social, através de palavras aleatórias proferidas por entre os presentes.

“Os mercados são o assunto base, acompanham a humanidade há muito tempo”, indica. Tratava-se de uma instância “poderosa” que, graças a uma Revolução Industrial “explosiva”, permitiu o aumento significativo da população e, consequentemente, da produção.

Num mundo em que “os mercados são as pessoas”, a pergunta que se deve colocar é: “que mercados queremos ter?” Esta entidade prioritária passa por um “olhar à existência humana”, em prol de descobrir a “melhor maneira de resolver a situação”. Para além de produzir, é necessário vender, uma vez que “se o que produzir não for absorvido, abre-se falência”, explicita Carlos Oliveira Santos. Os mercados devem, portanto, pautar-se pelo controlo da informação e pela transparência, sublinha.

Como ponto fulcral, deve ser dada a oportunidade de expressão aos consumidores. “É preciso surpreender, ver quem é a malta e o que gostam, porque é necessário fazer coisas”. O ‘marketing’ social intervém nesse mesmo aspeto, por consciencializar quem pretende melhorar a sua vida, ao ponto de detetar e resolver as adversidades.

O ‘workshop’ finaliza com uma resposta à pergunta inicial. Vamos fazer as pazes com o ‘marketing’, “podemos dar o aperto de mão, como símbolo de confiança, mas devemos manter o aspeto crítico, no balanço desta relação”, finaliza Carlos Oliveira Santos.

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